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A zombificação da música: daqui a 10 anos, os mortos podem render mais do que os vivos

Um relatório da Nielsen revela que o público compra mais álbuns antigos que recentes

Dentro de dez anos, os músicos já falecidos gerarão mais receitas que os novos artistas. É esta a conclusão de um relatório da Nielsen, que analisou o mercado musical atual.

Segundo o relatório em questão, os álbuns mais antigos - que, nesta análise, são aqueles cuja data de edição ocorreu há mais de 18 meses - vendem mais do que álbuns recentes: 123 milhões de unidades contra 119 milhões.

Também nas canções se verifica a mesma tendência. No mercado digital, temas mais antigos vendem mais que os atuais: 485 milhões contra 480.

Os dados são preocupantes, ainda para mais tendo em conta que, há apenas uma década, a venda de álbuns novos ultrapassava em larga escala a de álbuns antigos: mais de 150 milhões de unidades de diferença. A manter-se esta tendência, teme-se que a música nova passe a ser considerada de "nicho", com apenas uma minoria a adquiri-la.

O relatório aponta também para que os espetáculos ao vivo se alterem radicalmente: Tupac Shakur já foi um dos "alvos", mas outros nomes se poderão juntar ao rapper no mundo dos hologramas. Michael Jackson, Whitney Houston e Elvis Presley são só alguns exemplos. E até já há quem fale numa hipotética "reunião" dos Beatles...

A única maneira de poder contrariar tal tendência seria uma reformulação da indústria musical, que cada vez mais aposta em vender a nostalgia que em desenvolver novos artistas. Mas, para já, o futuro não parece risonho.