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Músicos vs. YouTube: Taylor Swift, Paul McCartney e Kings of Leon assinam petição para exigir mais regulamentação

Mais de 180 artistas e figuras do mundo da música assinaram uma petição endereçada ao Congresso norte-americano

Na mesma semana em que Trent Reznor afirmou, em entrevista, que "o YouTube é feito de conteúdos roubados" - opinião partilhada por Patrick Carney, dos Black Keys -, sabe-se agora que mais de 180 artistas e figuras do mundo da música assinaram uma petição endereçada ao Congresso norte-americano, com vista à aprovação de medidas que protejam da melhor forma os seus direitos de autor.

Na base da petição está o desejo de reforma do Digital Millenium Copyright Act, lei aprovada nos Estados Unidos em 1998, e que iliba serviços como o YouTube de violação de direitos de autor, desde que os donos desses direitos requisitem a remoção desses conteúdos. Por outras palavras: o YouTube não pode ser responsabilizado por aquilo que os seus utilizadores colocam online.

É precisamente esta situação que os assinantes - entre os quais nomes como Paul McCartney, Taylor Swift ou os Kings of Leon - querem mudar. Tendo em conta que o YouTube está carregado de conteúdos, muitos deles, que violam os direitos de autor, passam incólumes, ficando assim acessíveis ao público em geral.

Esta lacuna, diz a petição, "permitiu às grandes empresas tecnológicas gerar lucros enormes, facilitando aos consumidores o transporte de quase todas as canções gravadas ao longo da história no seu bolso, através de um smartphone, enquanto os salários dos músicos e dos artistas continuam a diminuir".

Não só isso, como a petição ainda argumenta que as práticas - ou falta delas - do YouTube diminuem o valor de plataformas de streaming como o Spotify ou a Apple Music.

Na sequência dos comentários de Reznor, o YouTube anunciou que já pagou aos artistas cerca de 3 mil milhões de dólares em royalties, estando de momento a negociar novos acordos com grandes editoras, como a Universal