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Debaixo da língua n' O Sol da Caparica: “Eu e o Branko ficámos com vontade de fazer um álbum inteiro”, confidencia Ana Moura

A propósito de mais uma edição do festival Sol da Caparica, Rui Miguel Abreu volta a puxar pela língua de uma série de artistas que fazem música com as as palavras que todos entendemos

Ana Moura viaja com o seu mais recente álbum, Moura, pelo mundo inteiro, colecciona aplausos e sucessos e vai também pensando no futuro. Recentemente, surpreendou numa homenagem a Amália: no tema “Valentim” cruzou-se com Bonga e com Branko, o homem dos Buraka Som Sistema: “Acabamos por ser influenciados por tudo o que faz parte da nossa geração”, justifica Ana Moura, “e a música tem vindo a sofrer todas essas transformações. Os fadistas, ao ouvirem outros géneros musicais, acabam por trazer essa influência. Há sempre espaço para inovar, para tornar as coisas diferentes. Desde o meu primeiro disco, Guarda-me A Vida Na Mão, para o qual o Miguel Guedes dos Blind Zero escreveu uma letra, que tenho esse desejo e vontade de convidar a escrever pessoas que têm uma linguagem completamente distante do fado. Os meus últimos dois discos já têm influências de várias coisas. Há sempre espaço para inovar”.

E Ana Moura acredita que isto é o reflexo de uma nova Lisboa. “Embora muita gente ache que Lisboa esteja completamente desvirtuada devido à visita de tantos turistas, eu não sinto o mesmo”, explica. “Há coisas que se mantêm, que são únicas. Eu, que ando sempre de um lado para o outro, cada vez que chego a Lisboa sinto algo único que é transmitido por várias coisas que fazem parte da nossa experiência da cidade”. E mais trabalho com Branko, quem sabe um álbum? “(Risos) Por acaso, eu e o João ficámos com esse gostinho, com essa vontade...”.