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Um concerto, uma discoteca: o terrorismo chegou definitivamente à música?

O fundador do Digital Music News, Paul Resnikoff, propõe uma série de medidas anti-terrorismo de forma a proteger salas de espetáculos e festivais

Paris, novembro de 2015: a sala de espetáculos Bataclan é invadida por vários homens armados, com ligações ao Estado Islâmico, que matam 89 pessoas e ferem mais de duas centenas. Orlando, Flórida, junho de 2016: a discoteca gay Pulse é atacada por um homem armado que, ao que tudo indica, tinha motivações homofóbicas. Em comum, o facto de ambos serem espaços destinados à música e ao entretenimento.

A insegurança volta a estar na ordem do dia, e a falta de medidas tomadas pelas autoridades também; Paul Resnikoff, fundador do Digital Music News, lamenta - num artigo de opinião recentemente partilhado - que a maioria dos espaços a que vai "permitam a entrada de armas tão facilmente", sem contudo revelar os nomes desses mesmos espaços.

De forma a evitar novas tragédias e impedir que, um dia, "terroristas atacam festival de música" seja manchete num qualquer jornal, Resnikoff enumera no mesmo artigo uma série de medidas urgentes que gostaria de ver implementadas nas salas de espetáculos, discotecas e outros espaços para entretenimento. A saber:

1) Uma revista mais minuciosa ao público, tal como nos aeroportos;

2) Impedir a entrada a pessoas cujo nome não seja o mesmo que se encontra no bilhete;

3) Criar uma "lista negra" de pessoas;

4) Criar uma lista prioritária para pessoas que não tenham causado problemas em espetáculos anteriores;

5) Tornar crime a tentativa de entrar com armas nestes espaços;

6) Dar armas aos seguranças presentes;

7) Não priorizar a procura por drogas;

8) Punir pela lei comportamento incorrecto ou suspeito nestes espaços;

9) Multar os espaços que não implementem medidas rigorosas de segurança;

10) Classificar publicamente a segurança de cada espaço;

11) Se um espaço não puder adotar medidas de segurança máxima, deve fechar;

12) O público deverá pagar uma taxa de segurança, caso seja necessário;

13) Envolver o governo na segurança destes espaços.

Resnikoff deixa um pedido às promotoras: que comecem a implementar estas medidas agora, antes que aconteça alguma tragédia ou que o negócio se altere. Não só isso, como a própria audiência deve tomar consciência da (in)segurança dos espetáculos a que assiste. Leia aqui o resto do artigo.