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Wild Nothing trazem pop bem domesticada ao NOS Primavera Sound

A banda norte-americana aterrou no Parque da Cidade com os anos 80 no bolso. No céu nublado, os drones filmam os concertos - e intimidam as gaivotas

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

Jack Tatum, o homem que há meia dúzia de anos formou, no estado da Virgínia, os Wild Nothing, chegou ao Parque da Cidade, no Porto, com os anos 80 - e muita Inglaterra - no bolso.

No palco Super Bock, ao final da tarde, canções como "Nocturne", do álbum do mesmo nome, deslizam pelas muitas cabeças já presentes no festival e nada soa errado: a voz é maviosa, o baixo pujante, a melodia açucarada faz o seu melhor por fazer esquecer os pingos de chuva que abençoaram este novo casamento entre a nação indie e a Invicta.

A plateia é já bem numerosa, e as suas barbas e coroas de flores aprovam com delicados acenares canções como "A Woman's Wisdom", tecidas com coolness pela banda de cinco (em estúdio, é Jack Tatum que assegura a escrita e interpretação de todos os temas).

Além do drone que sobrevoa o parque, para filmar o espetáculos e acidentalmente atordoar as gaivotas, a novidade que nos salta à vista são os copos recicláveis cuja uso a organização sugere este ano, de forma a contribuir para a sustentabilidade do evento.

É um arranque tranquilo, num dia em que as maiores emoções deverão ser registadas nos concertos de Sigur Rós, no palco principal, ou de Julia Holter, que também deverá levar muitos fãs a este palco pelo qual os Wild Nothing, que este ano lançaram o álbum Life of Pause, passaram como uma brisa.