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“Um orgasmo para a pele”: porque é que nos arrepiamos ao ouvir música?

Conheça a ciência que está por trás daquilo a que coloquialmente chamamos "pele de galinha"

Já ouvir falar, certamente, na expressão "pele de galinha" - o nome coloquial que damos àquela sensação de arrepio que nos perpassa quando experienciamos algo que nos excita, como a música. Alguns investigadores foram mais longe, e chamaram-lhe "um orgasmo para a pele".

Mas o que é que, afinal, estimula esse fenómeno? Os cientistas ainda estão a tentar desvendar os seus segredos, mas já foram descobertos alguns factos interessantes, principalmente em relação à música.

Neste caso, as causas mais comuns da "pele de galinha" são harmonias inesperadas, alterações no volume ou a entrada de um solo, visto que "violam" a expectativa do ouvinte de uma forma positiva, provocando o arrepio em questão; ou seja, é a carga emocional que detectamos na música aquilo que causa o eriçar dos pêlos no braço...

Por que razão tal acontece é que ainda não foi explicado - mas, como sabemos, não é só nestes momentos que experienciamos tal sensação. As mudanças bruscas de temperatura também a provocam, sendo que neste caso os cientistas teorizam que tal se possa dever a "resquícios" dos nossos antepassados genéticos, que tinham muito mais pêlos no corpo - e, por conseguinte, mantinham-se mais quentes.

Segundo os investigadores, entre 55% e 86% da população é capaz de experienciar este fenómeno, sendo que um estudo indicou quais as peças musicais o provocam em maior escala. São elas a primeira parte da Paixão Segundo São João, de Bach, o Concerto Para Piano No. 1 de Chopin, "Making Love Out of Nothing At All", dos Air Supply, "Mythodea: Movement 6", de Vangelis e ainda "Oogway Ascends", de Hans Zimmer.