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Beyoncé, Drake, Rihanna: esta é a nova realeza da pop

A “guerra dos tronos” nunca foi tão intensa. Como resultado, a música e a própria indústria têm avançado vários anos-luz. Na BLITZ deste mês investigamos as movimentações da corte

RiRi, Bey e Drizzy. É curioso pensar que as maiores estrelas do firmamento pop têm hoje diminutivos que traduzem uma proximidade que nunca existiu anteriormente. As estrelas nunca antes foram tratadas assim: Michael Jackson poderia ser apenas Michael e Madonna foi sempre Madonna. Mesmo em tempos mais recentes, a familiaridade nunca foi além da dispensa do apelido – Justin e Britney são exemplos. Mas agora é RiRi, Bey ou Queen B, Drizzy... Compreende-se e é natural: a verdade é que as estrelas nunca orbitaram tão próximas da Terra como agora.

Pode, legitimamente, pensar-se que antes das profundas alterações da indústria que hoje se manifestam em edições não anunciadas, em discos promovidos sem recurso às tradicionais rondas de entrevistas, em gestos que pretendem redefinir paradigmas como fazer de um álbum inteiro a banda sonora de um filme, as coisas eram bem diferentes. A indústria ganhava em posicionar as suas maiores estrelas bem longe das órbitas terrenas, a inacessibilidade era uma das estratégias de engrandecimento mais eficazes. Mas isso foi antes da internet 2.0, antes das redes sociais, antes das velocidades estonteantes da fibra ótica. Hoje as estrelas comunicam no Facebook, no Instagram, no Twitter. Tal como todos nós, comuns mortais.

Quando vemos Rihanna a tirar fotos ousadas a bordo de um iate que navega cristalinas águas tropicais, muito provavelmente isso não é tanto um gesto de uma estrela descontrolada que desconhece os limites, mas uma afirmação de poder e individualidade. Um sonoro «eu faço o que eu quero, ninguém me controla». À Vogue, RiRi explicou a ideia por trás de Anti, o álbum que lançou em fevereiro passado: «de cada vez que fazíamos um álbum, dávamos sempre alguns passos para fora do que era esperado de nós. Mas desta vez, passámos tanto tempo entre álbuns que eu precisei mesmo que a música fosse ao encontro do meu crescimento. Não queria ficar enredada em nada que o mundo gostasse, nada que a rádio gostasse, nada que eu pudesse já ter ouvido. Queria apenas que o álbum fosse eu». Revelador o pormenor de o passado ser «nós» e o presente ser «eu», reveladora a vontade de ir contra o que o mundo esperava dela, reveladora a decisão de ignorar o mundo e a rádio na hora de criar nova música. A realeza tem o hábito de se comportar assim: não segue regras instituídas, cria as suas próprias leis.

Leia o artigo completo na BLITZ de junho, nas bancas. Saiba mais sobre esta edição da revista.

Capa da BLITZ de junho

Capa da BLITZ de junho

  • PRINCE NA CAPA DA BLITZ DE JUNHO, JÁ NAS BANCAS

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