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Björk queixa-se de sexismo no jornalismo musical - e não só

A cantora islandesa insurgiu-se contra aquilo a que chama "um clube para rapazes"

Durante uma passagem pela Austrália, na apresentação da sua exposição Björk Digital - um projeto de realidade virtual que apresenta vídeos a 360º das canções do seu último álbum, Vulnicura - a cantora islandesa insurgiu-se contra o sexismo da indústria musical, principalmente do jornalismo.

A cantora diz-se "sortuda" por poder fazer aquilo que faz, "[mesmo] sendo mulher", disse. E acrescentou: "o jornalismo musical é bastante machista. É como um clube só para rapazes. A música de que gostam é só para rapazes", desabafou.

A cantora não abordou apenas a indústria musical. Ao falar da sua experiência no cinema, nomeadamente o seu papel em Dancing In The Dark, de Lars Von Trier (2000), Björk afirmou que ser atriz é "um pesadelo". "Os homens [atores] podem envelhecer, as mulheres não", disse.

Após esta exposição, que se estreia amanhã na galeria Carriageworks, em Sydney, a cantora deverá retomar os trabalhos num novo álbum, anunciado em março passado e que a voltará a juntar ao produtor Arca.