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“Não somos um supergrupo. Somos uma força de elite revolucionária”, diz Tom Morello sobre os Prophets of Rage

O grupo que junta membros dos Rage Against the Machine a Chuck D e B-Real explica a sua missão

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Chamam-se Prophets of Rage e juntam Tom Morello, Brad Wilk e Tim Commerford, dos Rage Against the Machine, a Chuck D, dos Public Enemy, e B-Real, dos Cypress Hill.

Em entrevista à Rolling Stone, os músicos explicaram a sua missão.

"Não somos um supergrupo. Somos uma força de elite de músicos revolucionários, determinados a confrontar esta treta deste ano de eleições, com um monte de Marshalls a arder", diz Tom Morello.

Apesar de Zack de la Rocha, vocalista dos Rage Against the Machine, não integrar o grupo, os Prophets of Rage irão tocar temas daquela banda, como "Bulls on Parade" e "Killing in the Name", assim como canções dos Public Enemy e Cypress Hill.

Na mesma entrevista, Chuck D contou que ainda se lembra da primeira vez que viu os Rage Against the Machine ao vivo: "Nunca tinha visto uma sala assim, toda destruída. Havia suor e sangue nas paredes. As mesas viradasa ao contrário, foi uma loucura. Eles são os Led Zeppelin do nosso tempo".

Sobre a forma como os Prophets of Rage se juntaram, Morello esclarece: "Somos amigos há muito tempo. Não fomos para o Youtube procurar alguém que conseguisse fazer uma versão convincente da 'Bullet in the Head'. Somos camaradas musicais há muito tempo. Sempre tivemos um grande respeito, musical e político, uns pelos outros. Eles são meus ídolos e amigos".

Chuck D acrescenta que Tom Morello falou primeiro com a sua mulher. "Ela está muito envolvida na política dos hispânicos, negros, das desigualdades e assim. Tiveram uma bela conversa".

Por enquanto, os Prophets of Rage ainda só têm dois concertos marcados, o primeiro dos quais em Los Angeles, esta noite, mas planeiam atuar mais vezes, tocando canções dos Rage Against the Machine, Public Enemy e Cypress Hill, bem como alguns temas originais.

Quanto ao futuro dos Rage Against the Machine, que não tocam ao vivo desde 2011, disse o baixista Tim Commerford: "Não nos vamos separar. Só queremos fazer as coisas à nossa maneira. Ao longo da nossa carreira, nunca fizemos aquilo que os outros queriam que fizéssemos. Nunca seguimos as regras dos outros. E aqui estamos, 25 anos mais tarde - ainda somos uma banda. Isso deve querer dizer alguma coisa. Há muitas bandas que apareceram ao longo destes 25 anos, que fizeram tudo o que as editoras quiseram e que venderam milhões de discos. Mas onde estão agora? Desapareceram".