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José Cid quis atingir fãs de Tony Carreira, acredita biógrafo do veterano

O escritor Miguel Gonçalves disse ao JN que a intenção de José Cid não terá passado por denegrir a imagem dos transmontanos

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Miguel Gonçalves, autor da biografia José Cid: O Lado B de um Provocador, disse ao Jornal de Notícias que, ao proferir as declarações sobre os transmontanos que estão a gerar polémica, o músico não terá querido atingir os habitantes daquela região, mas sim os fãs de Tony Carreira.

Segundo Miguel Gonçalves, José Cid "acha que os milhares de fãs de Carreira que todos os anos enchem o Pavilhão Atlântico são pessoas - sobretudo mulheres - musicalmente 'incultas' e que ouvem apenas música pimba".

Ouvido Jornal de Notícias, o biógrafo defende que José Cid deu, naquela entrevista ao Canal Q, "o exemplo das pessoas de Trás-os-Montes como podia ter dado de outras regiões distantes dos grandes centros".

Ao falar da construção de uma grande muralha à volta de Trás-os-Montes, José Cid quis dizer que "o Pavilhão Atlântico, assim, já não encheria para ouvir Tony Carreira", crê Miguel Gonçalves.

A polémica "rebentou" nos últimos dias nas redes sociais, quando o Canal Q transmitiu uma entrevista de José Cid ao Canal Q, originalmente gravada há seis anos. Na mesma, conduzida por Nuno Markl, o músico fala jocosamente dos transmontanos como "pessoas medonhas e desdentadas".