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Moby escreve autobiografia e lá se foi a reputação. Drogas, álcool e sexo: um fartote

Em Porcelain, autobiografia que lançou este mês, o músico revela vários pormenores sobre os "anos loucos" da sua carreira

Mais de um quarto de século após ter encontrado o sucesso com "Go", Moby lançou este mês a sua autobiografia. Porcelain, título que é também o de uma das suas canções mais conhecidas, foi lançado este mês sob a chancela da Penguin Press.

E é neste livro que alguns mitos sobre o nova-iorquino são desfeitos - nomeadamente, o de ter uma imagem algo "certinha". Sexo, álcool, drogas e, claro, música electrónica: Moby contou tudo, sem deixar nada de fora.

Porcelain relata a história do músico entre 1989 e 1999, período durante o qual passou de um respeitável nome dentro da emergente música techno até à estrela mundial em que se viria a tornar. Uma das passagens concerne os seus tempos nos clubes de dança: "estavam todos a meter quantidades obscenas de drogas e a ter sexo com estranhos, mas de forma inocente", escreve sobre os seus fãs.

Na vida privada, Moby poderia ser um homem quase normal, um vegan sóbrio que, com a sua namorada, entregava sanduíches nas ruas a sem-abrigo. Mas, no palco, tudo se transformava. Os excessos que descreve causaram alguns problemas com os editores, mas o músico é peremptório: "fama, dinheiro, deboche; é isso que eu quero ler num livro!", diz, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Apesar do espaço de tempo abordado no livro, também há referências à sua infância e à sua mãe, que era funcionária numa lavandaria - tendo rejeitado o dinheiro dos pais, que trabalhavam em Wall Street. "Por vezes vivíamos numa casa ocupada, com três ou quatro hippies drogados e bandas a tocar na cave", conta. A morte da mãe, que faleceu de cancro, também tem lugar em Porcelain.

O músico irá continuar a trabalhar em temas novos - e irá editar um disco novo este ano -, mas para já o que o guia é a sua luta pelos direitos dos animais. Digressões, essas, estão colocadas de parte. "A música e os livros é algo que amo e que faço, que é divertido, mas não os encaro como um trabalho", confessa. "O propósito da minha vida é o ativismo. Se alguém me dissesse que eu poderia salvar os animais caso morresse, fá-lo-ia num instante".