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Cave Story e Glockenwise, esforçados, defendem as cores nacionais no Rock in Rio-Lisboa

As duas primeiras atuações do terceiro dia do festival do Parque da Bela Vista foram recebidas por pouco público

Quando, por volta das 17h00, os Cave Story subiram ao palco Vodafone, abrindo as atuações musicais deste terceiro dia de Rock in Rio-Lisboa, eram poucos aqueles que se concentravam à sua frente. O trio de Caldas da Rainha não se deixou intimidar pelos aplausos timidos e deu um concerto enérgico, recheado de guitarras rasgadas, que culminou em modo slowburn com "Fantasy Football".

Apesar de a moldura humana estar mais bem composta quando os barcelenses Glockenwise subiram ao palco, a banda também não teve melhor sorte, com grande parte dos que por ali se encontravam a deixarem-se ficar sentados nos sofás insufláveis vermelhos.

À nossa volta, vão-se multiplicando as t-shirts de Slipknot, Nirvana, Motörhead, Pantera e, claro, Korn, e o apreço mostrado pelo esforço dos Glockenwise mal se ouve. A banda decide quebrar os silêncios entre os temas que apresentam - sempre constrangedores em festivais - explicando quem são: uma "banda garage rock de Barcelos" composta por "melhores amigos" que se juntaram há uma década para fazer música.

Depois de alguns problemas técnicos, já perto do final, o quarteto decide tocar uma canção de amor ("nestes nove anos, fizemos algumas coisas de que nos orgulhamos, nomeadamente arranjar namoradas novas"), "Leeches", terminando pouco depois a atuação com um convite para o espetáculo que se segue: "a seguir vêm os Metz, uma das melhores bandas do planeta".