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Quercus cancela manifestação contra festival Marés Vivas junto a reserva de Gaia

O PAN decidiu cancelar a manifestação de quinta-feira contra a realização do festival Marés Vivas junto do Estuário do Douro depois de a Câmara de Gaia ter decidido mudar a sua localização.

O protesto, organizado pelo PAN e pelo movimento associativo SOS Estuário do Douro, esteve marcado para as 17h00 na Rotunda da Boavista, Porto, frente à MEO, empresa patrocinadora do evento, que os manifestantes queriam alertar.

A Câmara de Gaia anunciou hoje que o festival MEO Marés Vivas vai regressar ao local original, junto ao Cabedelo, assinalando que irá imputar os prejuízos resultantes a "todos aqueles que torpedearam" o evento.

O PAN aplaudiu a decisão da Câmara de Gaia em mudar a localização do festival para o espaço anterior, junto à Douro Marina, no Cabedelo, decidindo cancelar a manifestação.

Também a associação ambientalista Quercus disse hoje ter ficado satisfeita com a decisão da Câmara de Gaia em fazer regressar o festival Marés Vivas ao local original no Cabedelo.

"Ficámos satisfeitos e ainda bem que imperou o bom senso", afirmou à Lusa João Branco, Presidente da Direção Nacional da Quercus, acrescentando que "só foi pena que tivesse demorado tanto tempo e se tivesse feito tanto barulho".

No final de 2015, a autarquia divulgou que o festival de verão teria de mudar de local, escolhendo um novo espaço junto à reserva do Estuário do Douro o que motivou críticas de ambientalistas e a apresentação de duas providências cautelares pela Quercus.

Uma das ações judiciais da Quercus levou à suspensão as obras de preparação do terreno para o festival, atrasando a primeira etapa de preparação do novo Parque Urbano Municipal e impedindo a montagem atempada do equipamento.

Hoje, João Branco garantiu que a intenção da Quercus "nunca foi criar problemas ou polémicas com a Câmara de Gaia" mas "sempre defender os interesses do estuário".

"Apesar de tudo ficámos satisfeitos com o desfecho", realçou, referindo ainda que a confirmar-se que o festival não irá realizar-se junto ao estuário, as providências cautelares "serão retiradas".

O festival Marés Vivas nasceu em 1998 pela mão do anterior autarca, o social-democrata Luís Filipe Menezes, internacionalizando-se em 2001 com o vereador do PSD Firmino Pereira, que ficou responsável pela sua organização até 2013.

A 14.ª edição do Marés Vivas decorre entre os dias 14 e 16 de julho tendo já confirmadas as atuações de Elton John, Kelis, D.A.M.A., Foy Vance, James Bay, Jimmy P, Kodaline, Lost Frequencies, James, Rui Veloso, Tom Odell e Beth Orton.

AGÊNCIA LUSA