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Pat Metheny

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Festival Mimo traz Pat Metheny, Tom Zé e Vieux Farka Touré a Amarante. E é à borla

O festival artístico brasileiro Mimo vai estrear-se este ano em Portugal de 15 a 17 de julho

O festival artístico brasileiro "Mimo" vai estrear-se este ano em Portugal, optando por Amarante para recriar o espírito da relação entre os dois países, com manifestações artísticas nos monumentos da cidade. Esperem-se concertos exclusivos dos norte-americanos Pat Metheny & Ron Carter, do brasileiro Tom Zé, de Vieux Farka Touré e do português Custódio Castelo, entre outros a anunciar pela organização.

"Vai ser muito interessante juntar um pouco mais dessa relação entre Brasil e Portugal, já nesta primeira edição e ao longo dos próximos anos", comentou Lu Araújo, da organização, em declarações aos jornalistas.

O festival foi ontem apresentado no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, e conta com o apoio da Direção Regional de Cultura do Norte, da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e da Fundação Millennium BCP, para além da Câmara de Amarante.

"O 'Mimo' é um festival brasileiro e internacional, com o foco principal na música, mas reúne também outras linguagens artísticas, como o cinema, a poesia e a literatura", explicou Lu Araújo.

Segundo a organização, o Mimo é no Brasil "um festival consagrado, com 12 anos de existência e grandes nomes da música".

"Juntámos várias tendências. O que importa é qualidade", afirmou, sublinhando o caráter de "formador de plateias".
O espírito do festival na cidade brasileira de Olinda, onde começou em 2004, passa por promover espetáculos num ambiente histórico com um edificado, nomeadamente religioso, do período da colonização portuguesa.

A existência em Amarante de várias igrejas históricas, a tradição e a produção cultural da cidade motivaram a organização a escolher aquela urbe do norte de Portugal para a estreia internacional do "Mimo".

No Brasil, ao todo, já foram realizados 357 concertos que foram vistos por mais de um milhão de espetadores e exibidos 170 filmes.

"A ideia é trazer [o evento] para esta região do norte, do Tâmega e Sousa e para Amarante, que é uma pérola de Portugal, uma cidade muito bonita, que também produz coisas únicas", afirmou Lu Araújo, sublinhando que o "Mimo" trabalha "a questão do património histórico com arte, propõe novos voos e novos olhares".

Com cerca de três dezenas de espetáculos previstos, de vários estilos, todos gratuitos, o festival vai decorrer de 15 a 17 de julho, em vários pontos da cidade, destacando-se as igrejas do centro histórico.

"Assistir a um concerto de um grande nome dentro de uma igreja é uma experiência, porque esses locais têm especiais condições acústicas, porque foram construídos em épocas em que a música tinha muita importância", assinalou a organizadora.

O festival vai consagrar também a exibição de vários filmes em que o tema principal é a música e os músicos. A "Chuva de Poesia" é outro lado privilegiado no evento e este ano é dedicado exclusivamente a poetas portugueses. "Este é o início de uma longa convivência. O 'Mimo' veio para ficar", prometeu a promotora.

Os representantes da Câmara de Amarante, a vereadora Lucinda Fonseca, e da Entidade Regional do Turismo do Porto e Norte, Melchior Moreira, destacaram hoje o potencial económico que o evento pode representar em termos de atratividade turística para o território.

Lusa