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Justin Bieber: como ele se fez homem

A antiga estrela “teen” começa a reinventar-se à frente dos nossos olhos. Na edição deste mês da BLITZ, traçamos o perfil deste jovem adulto canadiano que caminha rapidamente para o maior trono da música – Portugal vai vê-lo numa há muito esgotada MEO Arena, em novembro.

Completou 22 anos no passado dia 1 de março. E agora enfrenta o mesmo desafio que outras estrelas pop antes de si, de Donny Osmond e Michael Jackson, nos anos 70, a Justin Timberlake e Britney Spears, no início deste milénio, tiveram que superar para se imporem como artistas adultos de pleno direito. Uma tarefa mais complicada do que possa à primeira vista parecer: depois de se afirmar como uma marca «teen» envolvida em pacote completo – o cabelo, as roupas, a rebeldia – Justin Bieber está agora a reinventar-se e a apresentar-se ao mundo como um adulto capaz de operar num mercado dominado de gente crescida.

No Los Angeles Times, a propósito de um concerto no Staples Center no passado dia 20 de março, o repórter Michael Wood ensaiou uma ideia que há um par de anos lhe poderia ter valido o ridículo: uma comparação entre o artista que ofereceu ao mundo temas como «Baby» ou «Boyfriend» e o homem que se prepara para trazer o clássico The River ao Rock In Rio Lisboa no próximo mês de maio. «Menos de 24 horas depois de Bruce Springsteen ter terminado a muito discutida residência de três noites na Los Angeles Sports Arena, Justin Bieber subiu ao palco do Staples Center para arrancar com um compromisso de duas noites não menos falado pelos seus fãs», referia o jornalista antes de argumentar o inesperado: «e, de certa maneira, não foram assim tão diferentes, com cada um dos concertos a ter por estrela um tipo bonito e trabalhador que canta sobre luta e esperança. Bieber até usou várias t-shirts de rock já esbatidas, como se estivesse a dizer aos muitos pais que acompanhavam as suas filhas pré-adolescentes que também eles eram bem-vindos». Na verdade, a mensagem codificada nessas t-shirts até poderia ser outra, ligeiramente diferente.

Também recentemente, a revista do New York Times lançou um trabalho gigante, resultante do esforço de uma vasta equipa de jornalistas e autores, com o sugestivo título «25 Canções Que Nos Dizem Para Onde Vai A Música». À cabeça de uma lista que inclui trabalhos de Sun Kil Moon, Wilco, Mac DeMarco, Coldplay, David Bowie ou, doutros campos, D’Angelo, Kendrick Lamar, Vince Staples e Run the Jewels – todos eles nomes inquestionavelmente pertencentes a um universo adulto – está o tema «Sorry», de Justin Bieber. A autora do texto, Mary H. K. Choi descreve o hit de Bieber como «um Dorito para os ouvidos». Choi explica que há dois vídeos para essa canção, que juntos somam mais de mil milhões de visualizações e atenta num curioso pormenor: «o despedaça corações canadiano não aparece em nenhum dos dois. Ele simplesmente não precisa».

Leia o artigo completo na BLITZ de maio, já nas bancas.