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O encontro fortuito entre Ian Curtis e William Burroughs

Foi em 1979 que o vocalista dos Joy Division e o escritor se conheceram após um espetáculo

De um lado Ian Curtis, vocalista e letrista dos Joy Division, homem que descreveu o negrume e a depressão como poucos. Do outro, William S. Burroughs, escritor que passou por culturas e por contraculturas e que era um dos heróis do primeiro.

O seu encontro tinha tudo para dar certo, mas não foi isso que aconteceu, na noite de 16 de outubro de 1979. Os Joy Division davam então o seu primeiro concerto fora do Reino Unido, em Bruxelas, na Bélgica, onde tiveram a honra de abrir para Burroughs, que à altura havia editado o livro The Third Mind com Brion Gysin, passagens do qual iria ler nessa sessão.

Segundo reza a história, Curtis ter-se-à tentado apresentar ao seu ídolo que, de acordo com a maioria dos relatos, o terá "mandado passear". É assim que o encontro entre ambos é descrito em Joy Division's Unknown Pleasures, livro de Chris Ott, e em An Ideal For Living, de Mark Johnson.

Contudo, Richard Kirk, dos Cabaret Voltaire, conta uma história diferente. De acordo com este, tudo não passou de um mal entendido: "o Ian [Curtis] perguntou ao William [Burroughs] o que é que ele achava dos Suicide, a banda. Este respondeu que discordava do ato de suicídio"...

Quase 40 anos depois, não existem imagens de Ian Curtis e de William Burroughs juntos - mas há um vídeo dos Joy Division a atuar em Bruxelas, no Plan K. Veja-o aqui em baixo.