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More Than A Thousand

CD More Than A Thousand grátis com a BLITZ de maio. “Muita gente não tem noção do quanto levámos o nome de Portugal e de Setúbal lá fora”

Banda vai dar quatro concertos de despedida com o apoio da BLITZ. Leia um excerto da entrevista publicada na edição que chega amanhã às bancas

A BLITZ de maio, amanhã nas bancas, vem acompanhada do CD grátis This is Who We Are, dos More Than A Thousand. A coletânea best of antecede uma curta digressão de despedida da banda de Setúbal, que resolveu terminar.

Numa entrevista que pode ser lida na íntegra na revista, o núcleo fundador da banda recorda a Rui Miguel Abreu alguns dos momentos principais do seu percurso. Leia abaixo um excerto.

Como é que acham que o vosso percurso internacional foi encarado em Portugal?
Filipe Oliveira: Apesar de não me incomodar penso que o nosso percurso foi visto como algo menor. Muita gente não tem a real noção da dimensão dos More Than a Thousand e do quanto levámos o nome de Portugal e de Setúbal lá fora – muito menos que José Mourinho, mas garantidamente mais que o Vitória de Setúbal. Temos que saber analisar e perceber a popularidade de certos géneros musicais, porque isso engradece o que nós conseguimos. Mas obviamente que é diferente quando comparado com a recetividade que uma banda pop recebe.

O grupo terminou, embora ainda tenham pela frente uma etapa de despedida: porque é que esta narrativa chegou ao fim?
Filipe Oliveira: Estamos todos um pouco cansados da vida que levamos e queremos manter as nossas relações, acima de tudo. Passar três a seis meses por ano fora de casa em digressão é algo que nunca pensei que afetasse tanto a nossa vida pessoal e as relações entre membros da banda.
Sérgio Sousa: Nós somos os melhores amigos há quase vinte anos. Desses quase vinte, passámos dezasseis juntos, praticamente todos os dias. Chega uma altura em que qualquer um de nós, como artista, quer fazer novos projetos. Sejam eles a solo ou com uma nova banda. Ou, no meu caso, a produzir e escrever músicas para outros artistas. Embora já produza artistas de rock, blues, country e pop, quero trabalhar com todos os géneros musicais e artísticos, escrever para outros artistas e fazer bandas sonoras.
Vasco Ramos: Eu sempre quis fazer um projeto a solo e nunca o levei para a frente enquanto estive nos MAT, porque ou estava em tour ou estava no estúdio a produzir artistas. Por isso, vou aproveitar o tempo que agora tenho e vou fazer um álbum ou EP a solo, mandar para fora outras partes de mim.
Filipe Oliveira: Para já, não penso em bandas. Quero, no imediato, dedicar-me à produção, que é um aspeto da música que me permite criar com maior variedade e que, de momento, é o que me dá maior prazer. Portanto, o futuro passa pela música, claro.