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Morrissey: “A monarquia é a face da supremacia branca. O Prince era mais 'real' que a Rainha Isabel”

O britânico uniu o seu habitual desdém pela monarquia com a admiração por Prince

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Morrissey assinalou a morte de Prince e o 90º aniversário da Rainha Isabel no mesmo texto.

O músico, um conhecido opositor da monarquia, começou por lamentar que, embora Prince fosse vegan e defensor dos direios dos animais, nenhuma dessas características tenham sido referidas nas «centenas de notícias que vi na televisão sobre a vida encantada e triste morte de Prince».

«O Prince influenciou o mundo mais do que suspeitamos, e de certa forma a vida da sua música só agora está a começar, e os animais também lhe agradeceriam pela vida lírica que levou», acredita Morrissey.

«Entretanto, no mesmo dia em que o Prince se derrete na sua forma física, Londres e Inglaterra continuam a ser dois países muito diferentes», continua o ex-Smiths, para quem as celebrações do aniversário da Rainha de Inglaterra são mais efusivas na capital do que no resto do país, onde reina alguma «indiferença».

«A monarquia é a nova anarquia. É a face da supremacia branca, da opressão social, da tirania, da opressão, do controlo de pensamento, (...) da ditadura e, nas ruas [fora de Londres], da injustiça.

«A única coisa que pode ser celebrada no aniversário [da rainha] é o facto de ela ser o final da linha familiar», diz.

«O Prince, que fez algo da sua vida, em vez de apenas receber uma fortuna, é bem mais "real" do que Isabel II, e será muito mais chorado do que ela, porque ela nunca conseguiu que as pessoas a amassem, independentemente de todas as histórias pagas que inundam os jornais de todo o mundo».

«O Prince é a realeza que as pessoas amam, enquanto Isabel II foi impingida às pessoas a quem nunca ninguém perguntou se a queriam», remata.