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Marés Vivas

Hugo Sousa

Promotora do festival Marés Vivas processa ambientalistas

O movimento SOS Estuário do Douro estará a contactar os artistas já confirmados para que não atuem no festival

A promotora do festival Marés Vivas irá avançar com um processo judicial contra o movimento cívico SOS Estuário do Douro. A notícia foi avançada esta quinta-feira pelo jornal PÚBLICO.

A localização do festival Marés Vivas, junto à Reserva Natural Local do Estuário do Douro, em Vila Nova de Gaia, tem causado alguma polémica. Os ambientalistas insurgem-se contra o que dizem ser «uma prova de falta de sensibilidade ambiental», visto que aquela é uma zona de nidificação e passagem para várias espécies de aves.

Num comunicado de imprensa partilhado ontem através do Facebook, a SOS Estuário do Douro diz ter-se reunido com a Câmara Municipal de Gaia e com a promotora PEV Entertainment, responsável pelo festival, sem ter chegado a acordo para a relocalização do mesmo.

O movimento apela «à consciência ambiental dos patrocinadores, dos artistas e dos potenciais espectadores para que não contribuam para mais este atentado ambiental», esclarecendo que não é contra o festival, mas contra a sua localização. Mais, apela «à sensibilidade dos artistas, pedindo-lhes que se recusem a atuar no "MEO Marés Vivas"».

A PEV Entertainment, pela voz de Jorge Lopes, anunciou que está já a avançar com um processo judicial contra alguns dos elementos do SOS Estuário do Douro, criticando o que considera ser ações de "terroristas" e de "guerrilha".

Em declarações ao PÚBLICO, Jorge Lopes garantiu ter um parecer positivo do Ministério do Ambiente em relação à realização do festival naquele local. Não só isso, como revelou igualmente que os membros do movimento cívico se recusaram a integrar uma comissão do Ministério do Ambiente que avaliaria o impacto ambiental do festival naquela zona.

O processo judicial avançará agora, devido àquilo que a PEV chama de «perseguição e tentativa de difamação do Festival Marés Vivas».