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Milhões de dólares e nostalgia: como Coachella convenceu Guns N' Roses e LCD Soundsystem a voltarem

As razões que levaram às reuniões de ambas as bandas, segundo a Billboard

Todos os anos se assiste a anúncios de reunião por parte de grupos que se encontravam parados, ou a concertos de homenagem a álbuns específicos e que tenham marcado a cultura pop. Há mercado para a nostalgia.

Em 2016, boa parte dessa nostalgia foi empolada pelos Guns N' Roses e pelos LCD Soundsystem, ainda que para gerações - e por motivos - diferentes. Os primeiros, porque recuperaram grande parte da sua mística, ao voltar a juntar Axl Rose e Slash no mesmo palco, algo com que nem mesmo os fãs mais acérrimos sonhariam; os segundos, por terem deixado, aquando do seu fim em 2011, uma sensação de que ainda haveria algo por dizer.

A Billboard abordou recentemente esta questão, focando-se concretamente em Coachella. O festival norte-americano tem sido, desde o virar do século, palco para inúmeras reuniões: Jane's Addiction (2001), The Stooges (2003), Bauhaus (2005), Rage Against the Machine (2007) e OutKast (2013) são só alguns exemplos. Os Guns N' Roses e os LCD Soundsystem serão, este ano, cabeças de cartaz.

Não é só a nostalgia que faz uma reunião, contudo: também há lucros muito significativos, tanto para os promotores como para as próprias bandas. Em 2015, os últimos concertos dos Grateful Dead renderam mais de 45 milhões de euros; oito anos antes, os Police amealharam 318 milhões de euros.

São valores que, muito provavelmente, os LCD Soundsystem não esperarão alcançar mas, para uma banda que, grosso modo, se situa no midstream - não tão populares que encham estádios, mas não tão pequenas que só atuem em espaços para quinhentas pessoas -, a reunião traz também um certo fôlego monetário.

De acordo com um promotor, o valor cobrado pela banda há seis anos atrás era de cerca de 88 mil euros; agora, com a reunião e as datas em Coachella, no Bonnaroo e no Lollapalooza, os LCD Soundsystem poderão chegar aos 880 mil euros por cada espetáculo.

Também os Guns terão muito a ganhar com a reunião, ainda que não seja da formação clássica per se. Se Axl Rose tem mantido ativo o nome Guns N' Roses, cobrando cerca de 300 a 500 mil euros por concerto - com músicos diferentes -, a presença de Slash e de Duff McKagan fará subir esse valor até aos 3 milhões e meio de euros, por cada um dos concertos que darão em Coachella. Fora do festival, cada concerto da digressão dos Guns poderá fazer chegar-lhes ao bolso mais de 2 milhões e 600 mil euros. É a nostalgia a vender.