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Bruce Springsteen: o barco está de saída (e atraca em Portugal daqui a pouco mais de um mês)

O Boss regressa a Portugal a 19 de maio, para um concerto no Rock in Rio Lisboa, e está na capa da BLITZ, nas bancas. Veja aqui parte do nosso artigo sobre Bruce Springsteen e o álbum que inspira a digressão The River

Trinta e sete anos se passaram desde que Springsteen assentou arraiais numa quinta arrendada em Telegraph Hill Road, em Holmdel, Nova Jérsia – a menos de 65 quilómetros deste lugar –, para escrever material para o seu quinto álbum. Estava completamente livre por alguns meses. A digressão de Darkness On The Edge Of Town terminara na primeira noite de 1979 e grande parte da E Street Band estava atarefada a trabalhar com Ian Hunter num novo estúdio em Nova Iorque. Armado com o seu caderno, a sua guitarra e um gravador de cassetes, Springsteen tinha uma longa lista mental das coisas que queria que as pessoas ouvissem no álbum que ele idealizava. «Queria um disco que contivesse diversão, dança, riso, piadas, política, sexo, boa camaradagem, amor, fé, noites solitárias e, claro, lágrimas», recorda agora.

Todos estes aspetos pareciam componentes cruciais do desejo de Springsteen de se conectar com a «comunidade mais alargada» depois de anos como um autoproclamado excluído. Atravessar mansões de glória montado em máquinas suicidas é ótimo e muito bonito quando se tem 25 anos. Mas o mundo dos desafios e compromissos dos adultos era o que mais interessava o compositor ao aproximar-se dos 30 anos. Agora, Springsteen queria encontrar um caminho de entrada, independentemente do trabalho que isso exigisse – e fá-lo-ia da maneira mais difícil. Mas a maneira mais difícil era a única maneira de fazer um disco para Springsteen e a E Street Band. «Recorreram sempre a processos árduos», lamenta Bittan. «Não é como se ele escrevesse 12 canções, nós gravássemos 12 canções e lançássemos um disco».