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Roberto Carlos “apanhado” nos Panama Papers

Empresa offshore da qual o cantor brasileiro é acionista foi mencionada nos documentos agora publicados

Os registos de uma empresa offshore, da qual Roberto Carlos é acionista, são alguns dos milhões de documentos divulgados esta semana e que fazem parte dos chamados Panama Papers.

De acordo com esses registos, a empresa Happy Song foi criada no dia 1 de março de 2011, por intermédio da firma de consultoria Baker Tilly.

Os diretores nomeados, Reynaldo Ramalho, José Carlos Romeu e Marco Antonio Coelho, são colaboradores de longa data de Roberto Carlos, cujo nome só passou a fazer parte dos registos no ano passado.

Contudo, não existem quaisquer informações sobre as atividades da empresa ou sobre o dinheiro que terá sido movimentado.

Num comunicado à imprensa, os representantes do cantor brasileiro já vieram esclarecer a situação: "O Sr. Roberto Carlos efetua investimentos em empresas no Brasil e no exterior, inclusive onde permanece de 3 a 4 meses por ano, aproximadamente [...] é possível verificar que as participações em empresas são devidamente declaradas, bem como seus rendimentos tributáveis ou não, e que as remessas de recursos são minudentemente detalhadas", pode ler-se.

Os Panama Papers são um conjunto de milhões de documentos, divulgados esta semana pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, do qual o Expresso é parceiro.

Os mesmos contêm informações sobre mais de 214 mil empresas offshore com ligações a políticos e personalidades do mundo inteiro.