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Kesha sofre derrota em tribunal

Juíza considera que as alegações da cantora não estão suficientemente documentadas

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

A cantora Kesha sofreu ontem uma pesada derrota em tribunal, noticia o site pitchforkmedia.

Aquela publicação teve acesso ao parecer do tribunal - um documento de 27 páginas - e escreve que a juíza Shirley Kornreich, do Supremo Tribunal de Nova Iorque, considerou sem provimento sete das oito queixas da cantora.

Entre outras situações, Kesha acusou o seu produtor, Dr. Luke, de ter praticado "crimes de ódio". Contudo, a juíza concluiu que, quando o produtor "alegadamente se comportou de forma violenta com Kesha", não terá sido necessariamente motivado por ódio contra mulheres. "Nem todas as violações são crimes de ódio motivados por questões de género", acrescentou.

Quanto à alegação de que Dr. Luke atacou Kesha num avião, em 2005, e a violou num quarto de hotel em 2008, a juíza notou que os alegados crimes já prescreveram.

A magistrada considerou ainda que as queixas de violência emocional não estão suficientemente justificadas. "Além dos incidentes de 2005 e 2008, que já prescreveram, as alegações de Kesha não incluem data, local ou pormenores sobre a conduta [de Dr. Luke]. Os insultos que terá sofrido sobre o seu valor como artista, sobre o seu aspeto e o seu peso são insuficientes para serem considerados conduta extrema e intolerável no mundo civilizado".

A única queixa a que a juíza deu seguimento prende-se com questões contratuais, que deverão ser discutidas a 13 de abril por telefone com todos os envolvidos.

As alegações de Kesha a que o tribunal de Nova Iorque deu agora resposta são a resposta da cantora à queixa por difamação por parte do seu antigo colaborador.

Há poucos dias, a norte-americana escreveu numa rede social que lhe tinha sido oferecida "liberdade" contratual, em troca de uma afirmação pública de que Dr. Luke nunca a maltratou - algo que se recusa a fazer.