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Moby e Shirley Manson, dos Garbage, atacam Donald Trump por posição sobre aborto

O político republicano defendeu que as mulheres sejam penalizadas por fazerem abortos

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Depois de Donald Trump, candidato às eleições primárias no Partido Republicano, defender que as mulheres que fazem abortos sejam punidas, alguns músicos mostraram a sua indignação.

"Este merdas privilegiado acaba de dizer que as mulheres que fazem abortos devem ser 'castigadas'", escreveu Moby. "Não sou mulher, mas imagino que o trauma de pôr termo a uma gravidez não desejada seja mais horrível do que podemos expressar por palavras. Um homem branco e privilegiado dizer que as mulheres que já estão a sofrer precisam de ser 'castigadas' é maléfico e psicótico", considera o músico norte-americano.

Por seu turno, Shirley Manson, dos Garbage, escreveu:

"Ainda nem sequer é o candidato oficial do Partido Republicano e já mostrou um imenso desdém e desprezo pelas mulheres, pelos imigrantes, pelos mexicanos, pelos negros, pelos deficientes e até a sua própria filha teve de aturar insinuações sexuais indevidas. A lista de seres humanos que já desrespeitou é interminável. O que é que leva alguém a acreditar que, se alguma vez entrar na sala oval como Presidente dos Estados Unidos, mostrará respeito por alguém vai além da minha compreensão. Este homem é uma desgraça para a América e para o seu povo", considera a cantora escocesa, que há alguns anos vive nos Estados Unidos.

Entretanto, Donald Trump "emendou" a sua posição, dizendo que, afinal, os que executam abortos a pedido das grávidas é que devem ser castigados.