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Luaty Beirão, aka Ikonoklasta, condenado a cinco anos e meio de prisão

Penas entre dois anos e três meses e oito anos e seis meses de prisão efetiva para os 17 ativistas angolanos julgados por coautoria de atos preparatórios para uma rebelião

O tribunal de Luanda condenou hoje a penas entre dois anos e três meses e oito anos e seis meses de prisão efetiva os 17 ativistas angolanos julgados por coautoria de atos preparatórios para uma rebelião. Os ativistas foram igualmente condenados por associação criminosa.

Um dos ativistas mais mediáticos, pelo menos em Portugal, Luaty Beirão, rapper luso-angolano também conhecido como Ikonoklasta, foi condenado a uma pena de cinco anos e seis meses de cadeira, em cúmulo jurídico também por falsificação de documentos.

Luaty Beirão não compareceu na sala de julgamento por recusar-se a ser revistado.

Segundo o Expresso, o professor universitário Domigos da Cruz, autor do manual Ferramentas para Destruir o Ditador e Evitar Nova Ditadura, nunca editado em livro, recebeu a pena mais pesada, superior a oito anos.

De acordo com o despacho de pronúncia do Tribunal Provincial de Luanda, de outubro de 2015, os seminários sobre o manuscrito de Domingos da Cruz puseram em causa a segurança do estado angolano.

A maioria dos restantes ativistas, que são professores, engenheiros, estudantes e um militar, foi condenada a quatro anos de prisão.

Em setembro de 2015, três meses após as detenções, o Ministério Público angolano acusou os 17 jovens de "planearem, após a destituição dos órgãos de soberania legitimamente instituídos, formar o que denominaram 'Governo de Salvação Nacional' e elaborar uma nova Constituição".



COM AGÊNCIA LUSA