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Colarinho aberto, mangas arregaçadas: Bruce Springsteen vem aí e nós contamos o que vai ver

Bruce Springsteen está na capa da BLITZ de abril, já nas bancas. Veja aqui parte de um dos artigos de capa, sobre a digressão que trará o Boss a Portugal em maio

Camisa escura, colarinho aberto, mangas arregaçadas, colete apertado por cima, jeans: o uniforme de classe trabalhadora que Bruce Springsteen tem desfilado em palco em 2016 é coincidente com a imagem a que há décadas nos habituou, mas, ao mesmo tempo, relembra-nos da verdade que a presente digressão – construída em torno da reedição expandida de The River, álbum de 1980 – impõe: este foi o trabalho com que o rapaz de Nova Jérsia percebeu que tinha uma vida adulta para enfrentar, carregada com os dramas e as alegrias que isso implica. Em palco, com aquela camisa, assim aberta, com as mangas arregaçadas, Bruce parece um homem que acabou de chegar a casa após um longo dia no escritório, na estrada ou no estaleiro – mas é aquilo que lhe apetece fazer, para relaxar. Outro homem poderia estender os pés, ligar a televisão e abrir uma cerveja, mas Bruce prefere pegar numa guitarra. E isso explica que tanta gente se sinta ligada a esse homem em palco. Nos Estados Unidos, os media que têm comparecido nos concertos referem «40 timers», «50 timers» – fãs que já colecionaram presenças em dezenas de concertos, que são fiéis. Essa fidelidade é o peso que aquele homem de mangas arregaçadas carrega nos ombros. O mergulho no rio é a sua forma de recarregar as energias.

Bruce Springsteen conta 66 anos, mas não dá sinais de abrandamento: os seus concertos na presente digressão têm-se estendido bem para lá das três horas de duração. O Guardian, que assistiu à passagem de Bruce e da sua E Street Band pelo United Center, de Chicago, em janeiro último, chamou ao espetáculo “um verdadeiro tributo à audição de álbuns” por oposição aos concertos de estrelas modernas que parecem mais um desfilar de êxitos de rádio. Com o álbum The River e com este concerto – que passa em revista todas as canções do duplo LP original e ainda lhe acrescenta um «set after the set» –Bruce explora uma vasta panóplia de emoções que pretende espelhar a autêntica montanha russa que é, afinal de contas, a idade adulta, a construção de uma família, a ideia de fidelidade. «Quis imaginar e escrever sobre essas coisas», explicou Bruceem palco, na cidade ventosa. «Pensei que se escrevesse sobre elas ficaria mais perto de as ter na minha própria vida».

A BLITZ de abril, já nas bancas

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