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As melhores histórias de “guerra” dos Guns N' Roses

Vários promotores de concertos contaram ao New York Magazine como foi lidar com a banda de Axl Rose, Slash e companhia

Numa altura em que se aproximam os primeiros concertos da reunião da formação "clássica" dos Guns N' Roses, vários promotores que lidaram com Axl Rose, Slash, Duff McKagan e cia. nos anos de ouro da banda norte-americana contaram ao New York Magazine como foi lidar com as estrelas nos anos 80 e 90.

Um deles foi Charlie Brusco, que organizou um concerto dos Guns em 1987 no Omni Coliseum, em Atlanta. Conta Brusco que, a dada altura após o início do concerto, quem estava a cantar era não Axl Rose mas um dos roadies da banda, Big Ron. E porquê? Rose tinha saltado do palco e esmurrado uma mulher-polícia...

O chefe de segurança do espaço terá então dito que, caso Rose pedisse desculpa por escrito, não iria parar à cadeia e poderia terminar o concerto - algo a que o cantor acedeu. Contudo, confrontado com a agente logo após assinar a declaração, o cantor tê-la-à mandado para um sítio pouco respeitoso. O resultado foi uma noite na prisão e um concerto cancelado. "Acho que não voltei a organizar um concerto dos Guns após essa noite", disse Brusco.

Também Danny Zelisko tem uma história para contar. Remonta a 1988, em Phoenix, no Celebrity Theatre. Desta feita, o problema não foi o mau feitio de Axl Rose, mas sim mais um dos seus atrasos históricos: o cantor recusava-se a sair do seu quarto de hotel, levando a um motim por parte da audiência.

Nessa noite não houve um substituto, mas sim a diplomacia de Alan Niven, então manager dos Guns N' Roses, que desculpou o desaparecimento de Axl Rose com "problemas na garganta" do cantor. Como forma de se desculpar, a banda deu ali um concerto meses depois, tendo sido convidados por Zelisko para comparecerem a um barbecue em sua casa, "para saber que vocês estão na cidade", conta o promotor. Todos os membros da banda o fizeram - excepto Rose.

Outra das "histórias de guerra" envolvendo os Guns N' Roses foi contada por Andy Cirzan, que acompanhou a banda ao estado norte-americano do Illinois, para um concerto em Rockford, no Coronado Theatre. Cirzan, "caça-talentos" da Jam Productions, recorda: "Tivemos uma chamada da polícia estadual do Iowa, que queria falar com os membros da banda sobre alguns incidentes ocorridos em palco".

Apesar de Cirzan não especificar que incidentes foram esses, o Reader, jornal de Chicago, escreveu em 1990 que o autocarro da banda foi revistado pela polícia - que andava à procura de filmes pornográficos envolvendo menores... Cirzan alega, contudo, que pelo menos nessa noite a polícia não apareceu. Mas encontrou Slash deitado e abraçado a uma garrafa de Jack Daniel's, que no início do concerto terá dito à audiência "digam a esses bófias que vou fazer o que me apetecer"...

O último relato de terror pertence a Larry Magid, que se encarregou de um concerto dos Guns N' Roses já após o virar do milénio, e já sem qualquer membro original da banda salvo Axl Rose. Em 2002, no First Union Center, em Filadélfia, a banda - ou melhor, Axl - recusou-se a subir ao palco.

"Não sei que problemas psicológicos é que ele tinha, mas não conseguia entrar em palco", relata Magid. Pelas 21h30, o concerto de abertura, por parte de Mix Master Mike, terminou; a audiência ainda teve que esperar até à meia-noite para obter a confirmação de que os Guns N' Roses não atuariam.

O resultado foi caótico. 180 mil euros em estragos, com os fãs a atirar garrafas, cadeiras e até telhas, e a destruir carros estacionados à porta da sala. Magid é peremptório: "não são a minha banda preferida. Fiz um espetáculo com eles, e um é tudo o que quero. Para quê sujeitar-me a outro castigo?".

O primeiro concerto da "reunião" dos Guns N' Roses realizam-se em Las Vegas, a 9 de abril. Faltam duas semanas. Se vem aí algo que possa alegrar os fãs ou apenas "mais do mesmo", só o tempo o dirá.