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Morreu Nicolau Breyner

O ator e realizador português faleceu aos 75 anos

Nicolau Breyner, uma das maiores figuras da representação e do entretenimento em Portugal, faleceu hoje aos 75 anos, vítima de ataque cardíaco.

Nascido em Serpa a 30 de julho de 1940 numa família de proprietários agrícolas, mudou-se na adolescência para Lisboa com os pais.

Na capital, estudou canto e, enquanto frequentava o Liceu Camões, integrou o coro da Juventude Musical Portuguesa. Começou por fazer formação universitária em Direito, mas desistiu do curso para ingressar no Conservatório Nacional, onde se diplomou em Canto e Teatro.

Começou carreira no teatro, tendo chegado à televisão depois do 25 de Abril, com o programa de variedades "Nicolau No País das Maravilhas", que popularizou uma rábula a meias com um jovem Herman José, "Senhor Feliz e Senhor Contente".

Na década de 80 encontramo-lo à frente de programas cómicos e de entretenimento na RTP como "Eu Show Nico" (1980 e 1988) e "Euronico" (1990) e na apresentação do concurso "Jogo de Cartas" (1989). Participou como ator na série "Gente Fina É Outra Coisa" (1982) e foi um dos protagonistas da primeira telenovela portuguesa, Vila Faia (1982), da qual era co-autor e diretor de autores.

No início dos anos 90 criou a NBP, produtora de televisão responsável por várias produções de ficção. Paralelamente, integrou novelas como "Cinzas" (1992) e "Verão Quente" (1993), bem como séries como "Nico D'Obra" (1993), "Reformado e Mal Pago" (1996) e "Polícias" (1997).

No século XXI, viu-se ligado a produções como "A Ferreirinha" (2004) e "Equador" (2008) ou à segunda versão da novela "Jardins Proibidos" (2014).

No grande ecrã, participou em filmes de realizadores como Herlander Peyroteo, Artur Semedo, Luís Galvão Teles, Fernando Lopes, Joaquim Leitão ou João Botelho. Na década passada recebeu Globos de Ouro para Melhor Ator pelos filmes "Kiss Me" (2004), "O Milagre Segundo Salomé" (2004) e "Os Imortais" (2003). Também foi realizador, tendo-se estreado em 2009 com "Contrato", a que se seguiram mais duas longas metragens.

Para lá da vida artística, Nicolau Breyner foi em 1995 candidato do CDS à Câmara de Serpa, e em 2014 apresentou-se como candidato às eleições europeias pela Nova Democracia (PND). Recebeu do Presidente da República Jorge Sampaio, em 2005, o grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito.

Era casado pela terceira vez e deixa mulher e duas filhas.