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Eddie Vedder sobre banda que mais o influenciou: “Tinha nove anos. As janelas estremeceram. As estantes abanaram”

Num artigo para a Rolling Stone, o vocalista dos Pearl Jam fala dos seus heróis, os britânicos The Who

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Eddie Vedder, dos Pearl Jam, escreveu um artigo para a Rolling Stone sobre a importância que os britânicos The Who tiveram na sua formação como músico e melómano.

"Tinha uns 9 anos quando uma babysitter pôs o Who's Next a tocar. Os meus pais tinham saído. As janelas estremeceram. As estantes abanaram. Rock & roll. Aí começou uma exploração da música que tinha alma, rebelião, agressão. Destruição".

"Imaginem o que é um miúdo embater na locomotiva que é o Live at Leeds. Em disco, os The Who eram dinâmicos. A entrega do Roger Daltrey oferecia vulnerabilidade sem fraqueza; dúvida e confusão".

"Ainda hoje, são possivelmente a melhor banda ao vivo de sempre. Até a lenda punk e historiador do rock, Johnny Ramone, que adorava listas, concordava comigo. Não dá para explicar o Keith Moon ou a forma como tocava. O John Entwistle era um enigma em si mesmo, uma anomalia musical virtuosa. O Roger fazia do microfone uma arma, aparentemente para se defender. O Pete [Townshend] saltava com uma Gibson Les Paul, que é uma guitarra extraordinariamente pesada. Como grupo ao vivo, pareciam libertar-se através do seu ritual de tocar".

A propósito de mais uma digressão dos The Who pelos Estados Unidos, que Roger Daltrey diz poder ser "o começo de um longo adeus", escreveu ainda Eddie Vedder, o fã: "O John e o Keith fizeram dos The Who aquilo que eles são. O Roger era o rochedo. E, por nesta altura, o Pete já passou por mais coisas e sobreviveu a mais [contrariedades] do que qualquer outra pessoa na realeza rock. Talvez até mais que o Keith Richards, que na verdade era culpado da maior parte das coisas de que era acusado".

Leia aqui o texto de Eddie Vedder na íntegra.