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Discotecas Jamaica, Tokyo e Europa vão encerrar

Três das discotecas mais populares do Cais do Sodré, em Lisboa, têm um mês para fechar as portas. Uma delas abriu há 48 anos. Veja a reportagem da SIC

Jamaica, Tokyo e Europa, três dos bares mais emblemáticos do Cais do Sodré, vão encerrar.

A notícia, avançada pela SIC, dá conta de que os três espaços de diversão noturna fecharão portas a 14 de abril. Os senhorios desejam reabilitar o prédio de seis andares, devoluto excepto naqueles espaços comerciais, e construir ali um hotel. Dos três bares, apenas o Jamaica poderá continuar a exercer a sua atividade no mesmo espaço, mediante novas condições, nomeadamente atualização de renda.

"O que [os senhorios] propõem é que o Jamaica se mantenha no espaço e desapareçam Tokyo e Europa, a troco da desistência do processo que o Jamaica tem contra o senhorio, por causa do encerramento quando se deu a derrocada no edifício [em 2011]. Querem que o Tokyo desista também do processo que tem contra o senhorio pelos mesmos motivos", relatou à SIC Fernando Pereira, sócio destes dois bares.

Os responsáveis pelo Jamaica reclamam uma indemnização de 400 mil euros pelas obras que efectuaram no local e pelos prejuízos causados pelo encerramento há 5 anos. Na altura, o último piso do prédio colapsou e as discotecas foram obrigadas a fechar durante vários meses.

Pelo encerramento a partir de abril, Europa e Tokyo terão direito a um ano de rendas como indemnização. "Pagamos 200 euros e qualquer coisa [por mês]", refere Fernando Pereira. "É baixíssimo, temos perfeita noção disso", reconhece. O Europa, por sua vez, tem uma renda de 420 euros. O advogado dos senhorios insiste na atualização de rendas, depois da reabilitação, admitindo contudo que os novos planos passam por conceder espaço apenas ao Jamaica.

Desde 1971 que no número 6 da Rua Nova do Carvalho "mora" o Jamaica. Na porta ao lado, o Tokyo - mais velho - chegou aos 48 anos. O Europa, cuja origem também remonda à segunda metade do século XX, existe com esta orientação desde 2006.

Veja a reportagem da SIC: