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O último maestro de Bowie: “Inspirei-me na paixão com que ele cantou”

Em entrevista à BLITZ, o saxofonista Donny McCaslin conta como foi gravar Blackstar com David Bowie

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Donny McCaslin, saxofonista que gravou o álbum Blackstar com David Bowie, é um dos entrevistados da BLITZ de março, já nas bancas (capa: Kanye West).

Sobre as gravações daquele que viria a ser o derradeiro disco de David Bowie, conta o norte-americano:

"O David enviou-me maquetes de seis ou sete canções na semana anterior a começarmos as gravações. As canções soavam todas incríveis. A nossa segunda semana de gravações foi em fevereiro de 2015 e, de novo, o David enviou-me um conjunto de maquetes. Eu enviei esse material para a banda, preparei pautas e trabalhei nas orquestrações de sopros e nalgumas linhas. O processo para as sessões de março foi idêntico".

A edição de Blackstar revelou ao mundo um David Bowie sem medo de experimentar e de se atravessar no caminho do desconhecido. A ideia de que este foi um disco criado sem rede é confirmada por Donny: "o David gravou as vozes connosco, enquanto tocávamos. Foi tudo ao vivo. Eu estava numa cabine isolada, mas voltado para o David. E ele estava de pé ao lado do Tim, que por sua vez estava ao lado do Jason e do Mark".

Em determinados momentos das canções de Blackstar, sobretudo as que se abrigam na primeira metade do álbum, tem-se a sensação de que o saxofone de McCaslin e a voz de Bowie estão num permanente diálogo, ideia que o saxofonista não afasta: «não foi a natureza das letras que deu forma à maneira como abordei os solos, mas antes o modo como David se entregou a essas letras que teve um grande impacto na minha forma de tocar. Inspirei-me na emoção, na paixão e na convicção com que ele cantou».

Para ler na íntegra a entrevista de Donny McCaslin à BLITZ, consulte a edição de março, já nas bancas.

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