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“O normal é invisível, a loucura atrai”, dizem os Deolinda à BLITZ

Uma das bandas entrevistadas e fotografadas na BLITZ de março, os Deolinda apresentam-nos a inspiração do seu novo disco, Outras Histórias

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Os Deolinda, que acabam de lançar o seu quarto álbum, Outras Histórias, estão na BLITZ de março, já nas bancas, com uma entrevista e uma sessão fotográfica exclusiva.

À conversa com a BLITZ nº 117 (capa: Kanye West), a banda fala sobre as novas canções, a colaboração com Manel Cruz e DJ Riot e ainda as suas grandes inspirações.

Leia aqui parte da entrevista:

Em tempos disse que a loucura era uma inspiração, Pedro [da Silva Martins, guitarrista, compositor e letrista da banda]. Encontra muita loucura nas conversas do quotidiano?
PSM: O normal é invisível. A loucura não. A loucura atrai.
Ana Bacalhau: Mas a normalidade em excesso também é louca.
PSM Quando eu digo normalidade, refiro-me àquilo que não tem muita chama, que passa despercebido…
AB: Que não conta histórias.
PSM: A forma como as pessoas dão o nome às lojas, por exemplo, sem pensar nas ligações que possa haver… Essas coisas atraem-me, e quando andamos em viagem estou sempre a reparar nisso.
AB: Cacau do Rego. No Rego, há um café que se chama Cacau do Rego.
PSM: Também há o Penico, na Buraca.
José Pedro Leitão: A pensar nessas cenas é que percebo que tenho uma mente bué retorcida, porque não dava [a uma loja] metade dos nomes que vejo! Quase tudo dá para fazer uma leitura um bocado escabrosa.
PSM: Há conversas do dia-a-dia que por vezes nos deixam a pensar: como é que é possível? E há aqueles dias em que tudo parece surreal. Mas penso que também precisamos de ter umas antenas, uma sintonia qualquer [para escutar essas conversas].