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Ainda o caso de Kesha: Sony diz que quer ajudar, mas não pode

A editora discográfica lançou um comunicado no qual explica a sua posição no caso que tem feito manchetes

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Os representantes da editora discográfica Sony Music lançaram um comunicado sobre a disputa legal que tem oposto a cantora Kesha e o produtor Dr. Luke.

Pela voz do advogado Scott Edelman, a Sony Music fez saber que já possibilitou que Kesha grave música "sem qualquer ligação, envolvimento ou interação" com o produtor, que acusa de abuso sexual.

No entanto, diz o advogado, a Sony Music não tem poder para terminar a ligação contratual entre Dr. Luke e Kesha.

"A Sony está a fazer tudo o que está ao seu alcance para apoiar a artista, mas legalmente não tem poder para terminar um contrato do qual não faz parte", declarou Edelman ao New York Times.

Recentemente, o Supremo Tribunal de Nova Iorque recusou o pedido de Kesha para ser libertada do seu contrato com a Kemosabe Records, um selo da Sony Music.

No entanto, a Sony não pode extinguir a relação contratual entre Kesha e a Kemosabe Records, pois esta pertence à Kasz Money, uma empresa do próprio Dr. Luke.

Contra Lukasz Gottwald, verdadeiro nome de Dr. Luke, não foram também apresentadas queixas criminais, o que no entender dos especialistas impossibilita a editora de tentar desfazer o vínculo, baseando-se apenas em alegações.

No início da semana, a advogada de Dr. Luke, Christine Lepara, já havia afirmado que, segundo o Supremo Tribunal de Nova Iorque, Kesha está "livre para gravar e editar música sem ter trabalhar com o produtor, caso não queira fazê-lo. Qualquer alegação de que não pode fazê-lo é um mito", garantiu.

Na sequência da deliberação do tribunal, vários artistas manifestaram o seu apoio a Kesha, tendo Taylor Swift doado 250 mil dólares (cerca de 230 mil euros) à cantora.

No Facebook, Kesha escreveu que a sua intenção nunca foi renegociar o seu contrato discográfico. "Só quero libertar-me da pessoa que abusava de mim. Estaria disposta a trabalhar com a Sony se eles fizessem o que está certo e cortassem todos os laços que me ligam a ele".