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Universal consegue a maior faturação dos últimos dez anos

Em 2015, a receita da editora discográfica foi superior em 12,1% à do ano anterior. Crescimento do streaming e performance do publishing são fatores decisivos

A Universal Music teve a sua maior faturação em dez anos, ultrapassando a marca dos 5 biliões de euros de receitas, o que não acontecia desde que foi adquirida pelo gigante francês Vivendi, em 2006. O aumento foi de 12,1% em relação a 2014.

A editora justifica o seu incremento de valor em 2015 com "o crescimento significativo das receitas de subscrição e streaming", em muito ultrapassando o efeito de declínio de receitas de CDs e downloads.

No que toca a receitas, os resultados de streaming/subscrição da Universal cresceram 43%, representando agora mais de metade das receitas de música gravada da editora.

Contudo, a música gravada não foi o único responsável pelo record atingido pela empresa (as receitas nesse aspeto foram inferiores às de 2006). A divisão de publishing - UMPG - registou um crescimento de 12,4% face a 2014, sendo-lhe atribuídas receitas de 756 milhões de euros. São as receitas provenientes da exploração comercial das canções.

Estes resultados foram possíveis, em grande medida, pela taxa de câmbio de euro para dólar favorável - atente-se que a discográfica tem nos Estados Unidos mais de 40% do seu negócio global. Em moeda constante (isto é, não tendo em conta a flutuação das taxas de conversão), o aumento de streaming e publishing seria de 2,5% e 3%, respetivamente.