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Festival Vilar de Mouros (2005)

Álvaro C. Pereira

Música no Coração faz depender organização do festival de Vilar de Mouros de patrocínios

Caso não haja apoios, o festival poderá realizar-se na mesma mas organizado pela Câmara Municipal de Caminha

O diretor da empresa de organização de concertos Música no Coração, Luís Montez, afirmou hoje à agência Lusa que a realização da edição 2016 do festival de Vilar de Mouros, em Caminha, está dependente de patrocínios.

"Se conseguirmos garantir patrocínios, realizaremos o festival. Caso contrário não avançamos. O festival poderá acontecer à mesma, se a Câmara Municipal assumir a organização", adiantou.

Luís Montez acrescentou que a promotora "continua a procurar patrocinadores, e que está aguardar até final do mês a resposta a algumas propostas" que apresentou nesse sentido, escusando-se a adiantar quaisquer outros pormenores sobre o assunto.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves recusou falar sobre o tema.

O autarca socialista anunciou, em setembro de 2015, a organização do festival de Vilar de Mouros por um consórcio liderado pela promotora Música no Coração, e que inclui ainda as empresas Probability Makers e Metropolitana - Edições Discográficas.

Na altura, Miguel Alves avançou com a data da edição de 2016 para os dias 25, 26 e 27 de agosto.

A primeira edição daquele festival realizou-se em 1971 e contou com a presença de Elton John e Manfred Mann.

Em 2007, a um mês da sua realização, o festival foi cancelado por dificuldades de entendimento entre os vários parceiros envolvidos na organização e foi retomado em 2014, a cargo da Associação dos Amigos dos Autistas (AMA). No final dessa edição, que marcou o relançamento do evento após um interregno de oito anos, aquela Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) anunciou o regresso, em 2015, nos dias 30, 31 de julho e 01 agosto, que viria a ser cancelada pela Câmara Municipal.

Na altura, Miguel Alves justificou a decisão com a "impreparação e incapacidade" da organização, a cargo AMA, de acordo com o protocolo assinado pouco antes das eleições autárquicas de 2013, pelo executivo social-democrata anterior.

Lusa