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Sócio do Rock in Rio abre falência mas festival não será afetado

A SFX, empresa de Robert Sillerman, pediu a sua insolvência no início desta semana

A SFX Entertainment, produtora de vários festivais de música de dança como o TomorrowWorld e o Tomorrowland, pediu na segunda-feira passada a sua insolvência de forma a proveitar a legislação norte-americana que protege empresas incapazes de cumprir os seus compromissos. A SFX é propriedade de Robert Sillerman, que em 2014 passou a ser sócio do Rock in Rio, logo após a saída do brasileiro Eike Baptista, também por dificuldades financeiras.

Robert Sillerman chegou à capa da revista Billboard em setembro de 2012, quando representava o apogeu da música de dança electrónica nos EUA

Robert Sillerman chegou à capa da revista Billboard em setembro de 2012, quando representava o apogeu da música de dança electrónica nos EUA

No último ano, a SFX Entertainment, que está cotada no NASDAQ, viu as suas ações sofrerem uma enorme desvalorização desde a entrada em Bolsa. Em 2013, cada ação valia um dólar, hoje estão avaliada em seis cêntimos. A operação de reestruturação da dívida, ao abrigo do Chapter 11 da legislação americana, permitirá transformar 300 milhões de dólares da dívida em capital.

O festival TomorrowWorld, em Atlanta nos EUA, pode estar em risco, até pelos prejuízos que se verificaram na edição de 2015. O mesmo não se passa com as edições deste ano do Tomorrowland, que voltarão a acontecer em Boom na Bélgica e em São Paulo no Brasil, organizados pela empresa belga que tinha assegurado o evento o ano passado. Não se conhece o futuro de outros festivais da SFX como o Sensation, Misteryland ou Electric Zoo. A Beatport, a maior empresa de download e streaming de música de dança, já disse em comunicado que continua a sua atividade normalmente.

O Rock in Rio, do qual Robert Sillerman terá uma participação de 50%, de acordo com as suas declarações à revista "Billboard", logo após entrar no capital da empresa brasileira, também não será afetado.

De acordo com o gabinete de imprensa do evento, os mais recentes acontecimentos em nada prejudicarão a edição portuguesa que este ano decorre nos dois últimos fins de semana de maio, no Parque da Bela Vista, em Lisboa. “A SFX é apenas um dos acionistas que possuem participação do Rock in Rio, não possuindo ou exercendo uma posição de controlo e desta forma, não possui nenhum envolvimento direto nas atividades operacionais da empresa", pode ler-se numa resposta enviada à nossa redação.

"A recente alteração na estrutura acionista da SFX, resultado do pedido de insolvência, não exerce qualquer efeito sobre as atividades regulares do Rock in Rio, bem como na sua capacidade de financiamento e especialmente na realização de seus eventos”, acrescenta a mesma nota.

O Rock in Rio anunciou ontem a programação da Rock Street e tenciona fechar o seu cartaz até ao próximo dia 11 de fevereiro, de acordo com decalarações de Roberta Medina, vice-Presidente do Rock in Rio, à BLITZ. A SFX procura agora um CEO que substitua Robert Sillerman que, contudo, se manterá como chairman da empresa.