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Michael C. Hall sobre Bowie: "Era muito generoso e deu-me um artefacto do seu passado"

O ator norte-americano, que protagonizou o musical com canções de David Bowie, conta como foi conhecer o seu herói

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Michael C. Hall, ator norte-americano conhecido como protagonista das séries Dexter e Sete Palmos de Terra, falou sobre a experiência de ter trabalhado com David Bowie num musical com canções do britânico e também sobre ter conhecido o seu herói.

Em entrevista ao The Guardian, Hall diz que soube que Bowie tinha morrido ao receber, no passado dia 11, "umas 25 ou 30 mensagens de texto. Foi como se me tivessem dado um murro no interior do corpo", descreve.

O ator, que também já sofreu de cancro, recorda o dia em que conheceu David Bowie: "Ele dava-se ao trabalho de pôr as pessoas à vontade. Era muito generoso e visivelmente amável".

Depois de interpretar as canções de Bowie para o próprio, Hall voltou para casa. "Aguentei-me mas, quando ele se foi embora, as minhas pernas deram de si e como que caí ao chão. Nunca conheci ninguém por quem tivesse tanta reverência. E não foi só conhecê-lo; é que, por me identificar tanto com a sua música, até tinha a impressão que ele me conhecia a mim".

Na noite da estreia do musical, David Bowie enviou a Michael C. Hall "uma prenda fantástica e um bilhete. Por respeito à sua grande privacidade, direi apenas que era um artefacto do seu passado, que ele me passou. Será um talismã para o resto da minha vida".

Nesta entrevista, Michael C. Hall diz ainda que tem escutado Blackstar, o derradeiro álbum de David Bowie ("Foi isto que ele nos deixou. É pesado, mas reconfortante"), e sublinha a natureza dicotómica do artista: "Revelado e impenetrável, sentido e distante. Mesmo a forma como se apresentava como extraterrestre foi o que o tornou tão próximo dos humanos. Porque todos nós, de uma forma ou outra, nos sentimos assim, e ele trouxe o pó das estrelas consigo".