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Assistir a concerto de Tony Carreira é "um dos sonhos sociológicos" do Ministro dos Negócios Estrangeiros

Continua a polémica em torno da distinção entregue a Tony Carreira por França. Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros, garante que qualquer eventual equívoco "será sanado"

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Continua a polémica à volta da atribuição do grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras a Tony Carreira.

A distinção, por parte do Governo francês, levou a um pedido do cantor, para que a cerimónia acontecesse na embaixada de Portugal em Paris. O pedido foi recusado pelo embaixador Moraes Cabral, o que levou a exaltados protestos dos fãs do artista; nas redes sociais, os admiradores chegaram mesmo a pedir a demissão eo embaixador.

Agora, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, veio dizer que "se houve algum equívoco rapidamente será sanado". Citado pelo Diário de Notícias, o ministro diz ainda ficar "muito contente" por Tony Carreira ter sido "agraciado com esta condecoração, que não é uma condecoração menor. Nunca consegui cumprir um dos meus sonhos sociológicos: assistir a um concerto de Tony Carreira, porque me dizem que é um dos acontecimentos que um sociólogo deve observar", confessou ainda.

Ao Diário de Notícias, Tony Carreira mostrou-se agastado com a ausência do embaixador na cerimónia e a falta de acolhimento na embaixada portuguesa em Paris. "No meu país, hão de valorizar-me quando estiver com um pé para a cova", lamentou.

À TSF, o embaixador Moraes Cabral explicou que "seria estranho que uma condecoração francesa fosse imposta na embaixada de Portugal e porventura até por mim, pois não é essa a prática corrente".

No entanto, e ainda segundo o DN, em 2004 a cantora Mísia recebeu o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras precisamente na Embaixada Portuguesa em Paris, numa cerimónia presidida pelo então ministro da Cultura francês, Jean-Jacques Aillagon.

Àquele jornal, Mísia comenta a celeuma causada pela entrega da condecoração a Tony Carreira: "Não tem a ver com gostar-se ou não do artista. É uma condecoração importante, de que o país se deve orgulhar".

Em 2001, Maria de Medeiros recebeu a mesma condecoração no Ministério da Cultura francês, mas na presença do embaixador português, António Monteiro, e do diretor do Centro Cultural de Paris da Fundação Calouste Gulbenkian, Francisco Bethencourt.

O Ministério da Cultura francês entrega a Ordem das Artes e Letras àqueles "que se distinguem pela sua criação no domínio artístico ou literário ou pela sua contribuição ao desenvolvimento das artes e das letras na França e no mundo".