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Sala de Ensaio - Orelha Negra

Rita Carmo

Orelha Negra apresentam hoje disco novo no CCB: "Só vamos tocar coisas novas"

Fred Ferreira falou com a BLITZ sobre o concerto que os Orelha Negra darão hoje, sábado, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. A sala já está esgotada

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Os Orelha Negra tocam hoje no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, em apresentação do seu novo álbum, que deve sair na primavera.

À BLITZ, Fred Ferreira explicou que o disco está "feito. Não gravado, mas composto em grande parte. Vamos tocá-lo na íntegra no CCB e só depois iremos gravar em estúdio. Até marcámos os concertos sem qualquer single. Ninguém ouviu mesmo nada, só nós", garante.

"Às vezes, marcamos estúdio para começar a fazer um disco, e não há [muita] pressão. Adiamos um mês, uma semana ou duas...", explica. "Se houver um concerto marcado, as pessoas compram bilhete e existe um compromisso maior. O concerto foi marcado há um ano", recorda, adiantando que o trabalho tem decorrido de forma "gradual, mais intensiva nos últimos dois ou três meses. Estamos a chegar aos resultados que queremos".

Quanto à sonoridade do terceiro longa-duração dos Orelha Negra, Fred Ferreira diz que a banda não gosta de se repetir, mas que "a essência" do grupo não se irá perder. "Quem gosta das coisas antigas vai gostar deste, mas também vai encontrar coisas novas. Procurámos não repetir uma fórmula".

A data escolhida para o concerto no CCB, 16 do 1 de 16, não foi aleatória, confirma ainda Fred Ferreira.

"No outro disco tínhamos tocado no dia 21 do 1 do 12. E desta vez andei à procura, no calendário, da data perfeita. Esta era a data de que eu gostava, e por acaso era um sábado e em janeiro. Bateu tudo certo. E já foi marcado há um ano!", sublinha.

A 30 de janeiro, os Orelha Negra tocam também no Hard Club, no Porto (bilhetes disponíveis a 15 euros).

A dedicação do público, que já esgotou o CCB, motiva a banda portuguesa.

"Dá-nos muito ânimo. Ficamos muito contentes e agradecidos por esse voto de confiança, que também nos faz trabalhar de forma diferente. Sentimos que as pessoas estão a acreditar em nós, estão a gastar o seu dinheiro para ver um concerto em que não fazem a mínima ideia do que vão ouvir, porque nós não vamos tocar nenhuma música antiga, sequer. É tudo novo", alerta.

"Tocar no CCB, que é uma sala muito grande, é um motivo de orgulho para nós. Acreditem que estamos a trabalhar a sério para correspondermos às expectativas de todos. E às nossas", remata.