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Os Guns N’ Roses vão ser um êxito ou um risco para a indústria dos concertos?

A revista Rolling Stone ouviu vários promotores de espetáculos sobre o impacto de uma eventual digressão da banda de Axl e Slash

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Depois de anunciado o regresso dos Guns N' Roses para atuarem no festival Coachella, nos Estados Unidos, em abril, a imprensa tem especulado sobre se uma eventual digressão - ainda por anunciar - terá pernas para andar.

A revista Rolling Stone ouviu vários promotores de espetáculos sobre a viabilidade de tal empreitada. "Já tive os Guns N' Roses com o Axl em alguns dos nossos festivais, nos últimos anos, e ele esteve muito bem", disse Joe Litvag, da AEG. "A nossa esperança é que eles façam mais do que um festival. Se fizerem uma digressão, vai ser tudo grandes salas e uma grande produção".

A Billboard noticiou que os Guns N' Roses estão a negociar uma digressão de 25 datas nos Estados Unidos, em grandes estádios de futebol, mas os promotores ouvidos pela Rolling Stone consideram que essa informação não passa, de momento, de especulação.

Outros responsáveis, que não quiseram ser identificados, duvidam da capacidade de Axl Rose de cumprir os seus compromissos ao vivo.

A Rolling Stone calcula que, se a digressão na América do Norte (Estados Unidos e Canadá) for para a frente, os bilhetes mais caros possam chegar aos 450 euros.

A imprevisibilidade de Axl Rose é também, para o programador radiofónico Jerry Tarrants, um fator de atração numa eventual digressão dos Guns. "Se eles acertarem o passo, podem fazer uma carrada de dinheiro. Acho que se vão safar, mas também é divertido pensar: será que, ao fim de três concertos, vai tudo por água abaixo? Isso vai fazer parte da mística".