Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

Rui Reininho

Rita Carmo/Espanta Espíritos

Somos todos Bowie: “Sempre tive uma grande admiração por ele, por ser um artista completíssimo de vaudeville”, Rui Reininho

O líder dos GNR recordou à BLITZ o concerto que viu de Bowie em Madrid, no final dos anos 80

Rui Reininho, dos GNR, falou à BLITZ sobre a admiração que sempre teve por David Bowie, recordando o momento em que conheceu a sua música e o concerto que viu em Madrid, no final dos anos 80.

"Soube ao fim da manhã. Foi bastante perturbante para mim, porque não estava conectado e depois tinha tantas mensagens que calculei que fosse uma má notícia, como nos telegramas", começa por contar o líder dos GNR, "pela quantidade pensei que fosse alguém da família, mas como não conhecia maior parte dos contactos... Até que alguém numa mensagem me pediu uma declaração sobre o David Bowie e percebi".

"Significava imenso para mim. Era um artista fantástico, extraordinário. Um tipo completíssimo", acrescenta antes de recordar o momento em que entrou em contacto com a música de Bowie: "descobri-o com o 'Space Oddity', uma música muito estranha no meio das outras todas que ouvia na altura, não soava ao pop rock ou ao rock pop que eu começava a ouvir. Todo aquele mundo psicadélico pareceu-me estranho, na tenra adolescência, e a partir dali fui descobrindo uma personagem fantástica, ao longo dos tempos. A voz dele é inconfundível, aquela voz “abarítonada” que acho que quase ninguém tem".

Reininho recorda ainda o concerto que viu em Madrid, no estádio Vicente Calderón, em julho de 1987: "era um espetáculo da 'Glass Spider Tour' e tocaram com ele o Peter Frampton e o Carlos Alomar, uma banda fantástica. Sempre tive uma admiração muito grande por ele, por ser um artista completíssimo de vaudeville".