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“Blackstar” foi “a prenda de despedida” de David Bowie, diz Tony Visconti

O colaborador de longa data de David Bowie confessa: “Há um ano que sabia que ia ser assim”

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Enquanto o mundo da música, e não só, tenta digerir a notícia da morte de David Bowie, sucedem-se as teorias sobre o lançamento de Blackstar na passada sexta-feira.

O último disco de David Bowie saiu no dia do seu 69º aniversário e dois dias antes da sua morte, causada por um cancro de que sofria há ano e meio. Apenas aqueles muito próximos do músico conheceriam o seu estado de saúde - e Tony Visconti, seu colaborador de longa data e amigo, era um deles.

«Ele fez sempre o que quis. Queria fazer as coisas à sua maneira e da melhor forma. A sua morte foi como a sua vida - uma obra de arte. Fez Blackstar para nós, como prenda de despedida. Há um ano que eu sabia que ia ser assim. No entanto, não estava preparado. [David Bowie] era um homem extraordinário, cheio de amor e vida. Estará sempre connosco. Por enquanto, é apropriado chorar».

O último single retirado de Blackstar, "Lazarus", começa com a frase "Look up here, I'm in heaven!", e no seu vídeo David Bowie surge numa cama de hospital.

Blackstar, 25º disco de David Bowie, foi o primeiro da carreira do britânico a não trazer uma foto sua na capa. A simbologia da estrela negra e do vídeo de «Lazarus» - Lázaro, personagem bíblica que Jesus teria ressuscitado - serão agora analisados pelos fãs em choque com a partida de uma figura que muitos julgavam quase imortal.