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Billy Corgan critica redes sociais: "É uma cultura onde a idiotice é rainha e senhora"

O líder dos Smashing Pumpkins explica que saiu do Twitter ao perceber que pouco ganhava ao marcar presença naquela rede social

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Billy Corgan criticou duramente as redes sociais, explicando num debate com a apresentadora norte-americana Jennifer Weigel por que razão abandonou o Twitter, no final do ano passado.

A conversa durou duas horas mas o site Stereogum destacou algumas das declarações mais importantes, nomeadamente as que se revelam a opinião do músico sobre negócios como o Twitter e o Instagram.

"O Twitter não estava a fazer nada por mim. Na verdade, alguém do Twitter até me ligou a querer saber o que se tinha passado, e eu basicamente disse-lhes isso mesmo, de forma mais meiga".

"Parece-me bastante óbvio, e se as pessoas quiserem [pesquisar] há muita informação sobre o que as oligarquias dos media sociais andam a fazer. Seja o Facebook, o Twitter ou o Instagram, não importa. Não é preciso ir mais longe: basta ver o que o Facebook está a fazer às revistas e aos jornais. Os cliques deles caíram entre 60 e 80 por cento. Acho que li que, no ano passado, as vendas da [revista] Time caíram 60 por cento".

Para Billy Corgan, manter uma conta no Twitter não era compensador. E a lógica de conteúdos do Facebook também não o seduz: "Os Smashing Pumpkins têm quatro milhões de likes no Facebook. Por isso, se fores ao meu site todos os dias e eu escrever algo como: olhem, fui passear o cão!, e puser uma pequena foto, tu vais vê-la, mas os outros três milhões e 999 mil pessoas não, porque não visitam a página todos os dias".

"Por isso, o que o Facebook quer é que promovas os teus posts, ou seja, que faças coisas muito parvas, para que as pessoas cliquem e cliquem e o post se torne viral. Assim, crias uma cultura onde a idiotice, e não a qualidade, é rainha e senhora. Não estou a dizer nada de radical! Mas estarás a criar um ecossistema social que recompensa a inanidade".