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NOS Alive'15: Azealia Banks e uma tenda a transbordar

Rapper norte-americana recebida em êxtase por multidão que daria para encher quase duas vezes o segundo espaço do festival de Algés.

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Horas antes, os ingleses Sleaford Mods provaram que não é preciso um arsenal bélico para impor respeito num festival. Menos económica do que o duo de Nottingham, mas ainda assim pouco dada a excessos, Azealia Banks trouxe consigo um DJ, dois dançarinos que não trabalharam em full time e um microfone (ah, e um megafone). Atrás, projeções que poderiam ter saído de um screen saver do Windows - nada de muito 'fancy', mas também a não parecer demasiado forreta.

A estrela, é bom de ver, é mesmo Azealia Banks, incansável a rappar num concerto que, musicalmente, está naturalmente colado ao que se conhece de disco - e, nesse aspeto, o destaque foi para Broke With Expensive Taste, o primeiro longa-duração da artista, que tanto tardou (sem prejuízo do EP 1991, com direito a revisitação quase integral). No início, de resto, replica-se a sequência "Idle Delilah"/"Gimme The Chance", arranque de um álbum cuja recepção parece ter arrefecido os ânimos da crítica - que tão cedo abraçou o jovem "furacão" -, mas, pelos vistos, não o de um público conhecedor e que não estava apenas em trânsito entre Chet Faker e Disclosure (as últimas duas propostas do palco NOS).

Ao som de Azealia Banks dançam as "meninas do lixo" (raparigas encarregues da recolha de copos de plástico e outros desperdícios), dançam os dispensadores de cerveja atrás dos balcões, dança praticamente toda a gente no raio de ação do palco Heineken. Também dançam os que têm um grãozinho na asa, como a inglesa que - ao pé de nós - é amparada por duas amigas e, má sorte, deixa cair a única coisa a que parecia prestar atenção: o copo de meio litro de cerveja.


Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos
Texto: Luís Guerra