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Álbum de raridades dos Linda Martini é um dos três CDs grátis com a BLITZ de julho

Baú junta nove raridades do quarteto que completou em 2013 uma década de existência.

Os Linda Martini foram ao seu Baú de memórias, pouco depois de completarem 10 anos de percurso, e selecionaram nove raridades que reúnem num CD grátis que é um dos 3 distribuídos gratuitamente com a edição de julho da BLITZ (capa Amy Winehouse), já nas bancas. Entre as nove canções incluídas em Baú, estão algumas gravadas ao vivo na rádio, outras em colaboração com outros músicos e até uma demo de um tema incluído em Turbo Lento, o mais recente álbum de originais. Veja aqui alinhamento do CD, comentado pelos Linda Martini, e a capa do mesmo:

1. Lição de Voo nº 3 (2006) André Henriques "O original, que aparecia na nossa maquete, chamase "Lição de Voo nº 1" e mudámos o nome por ser para o 3 Pistas, da Antena 3. Convidámos o Kalaf para retribuir a gentileza de eles nos ter convidado para musicar coisas do reportório dele na Gulbenkian. É um arranjo completamente diferente, fora da nossa praia. O Pedro toca baixo, a Cláudia metalofone" 2. Quarto 210 (2006) Pedro Geraldes "É um arranjo diferente, também. Eu toco guitarra, é capaz de não haver baixo e tem um riff de melódica, no meio, tocado pela Cláudia, que é de um clássico dos anos 80 de cujo nome nunca nos lembramos. Eu tinha sacado aquilo na guitarra e, de repente, começámos a fazer um arranjo super azeiteiro que nunca seria nosso mas com o qual nos divertimos nos ensaios" AH "É uma versão da música que está no Olhos de Mongol. Está um bocado mais Dead Combo, meio spaghetti qualquer coisa" 3. Malha Coração (2006) PG "Fomos tocar ao Capricho Setubalense e estava uma mala vintage no backstage, com um forro lindíssimo, tipo caixeiro-viajante. Abrimo-la e tinha uma etiqueta com a marca: Malhas Coração. Daí veio o título. Tocámo-la uma vez ou duas e só apareceu na rádio, no 3 Pistas. Tem três guitarras em que se nota muito a influência do pós-rock: vai acima, depois vai abaixo, há uma guitarra, depois continua" 4. Mulher a Dias (2010) AH "Fizemos um arranjo muito diferente. Tem mais harmonias de voz, coisas de percussão diferentes porque o Hélio aligeirou um bocado na bateria, não deu tantos pratos, e tem uns búzios e umas coisas que estavam lá caídas no estúdio" Cláudia Guerreiro "Foi uma versão que começámos por fazer para A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria e que depois repetimos na Radar" 5. Juventude Sónica (2010) AH "Já nem me lembrava dela e quando fui ouvir vi que todos temos ali riffs um bocadinho diferentes. É das que me deram mais gozo ouvir porque já não reconhecia aquilo como nosso. Quando desligámos os pedais, tentámos fazer coisas diferentes porque temos um bocado aquele complexo de não nos querermos repetir, fazer mais do mesmo. Houve ali uma ideia de nos renovarmos. Não está brutalmente diferente, tens a linha de voz, mas há ali qualquer coisa no arranjo que te leva para um ambiente diferente" 6. Sempre Que o Amor Me Quiser (2010) AH "É uma coisa muito antiga e é pena não conseguirmos fazer isso sempre porque é o que é perfeito nas versões. Há ali um traço reconhecível, mas tudo o resto muda, as peças saem todas fora do sítio. Foi uma feliz coincidência que começou de um riff que tínhamos e que era para ser uma música nossa. Um dia, começámos a cantar o "Sempre Que o Amor Me Quiser" por cima daquela linha de guitarra e casou muito bem. Parecia que tinham sido feitas as duas coisas uma para a outra, mas se ouvirmos o original, o instrumental não tem nada a ver. Teve alguma exposição na Antena 3, pegaram naquilo quase como single, e senti que trouxe muita gente para o nosso barco" 7. Amigos Mortais (2010) AH "Essa, como a "Mulher a Dias", foi feita para A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria" PG "É a que eu gosto menos, aborrece-me um bocado" 8. Crocodilo (2012) CG "Estávamos com um bocado de medo de ir para uma sala de ensaio com o Rui [Filho da Mãe] tentar fazer uma música. O Rui e o Hélio estão habituados a tocar juntos há muito tempo [nos If Lucy Fell], portanto entre eles ia correr bem... Nós juntarmo-nos podia ser mais difícil. Fomos adiando os ensaios e quando chegámos ao dia da gravação não tínhamos nada. O Rui fez um riff, que eu por acaso já conhecia porque ele tinha feito um improviso daquilo em Filho da Mãe e tive mais facilidade em pôr um baixo por cima. Mas isto só na primeira parte da música. O resto foi um bocado puxado a ferros. Nunca a tocámos ao vivo nem juntos sequer, porque foi feito por partes, em separado. Um dia destes temos de fazer isso. É completamente diferente de tudo aquilo que fizemos até hoje" AH "Acaba por ser engraçado porque numa música de três minutos ficas sem fôlego porque parece que estão ali cinco músicas diferentes. Se separasses aquilo com calma quase fazias um EP de cinco músicas. Estão ali tantas ideias e riffs diferentes" 9. Volta (2013) AH "O que está aqui é a pré-produção. A ideia partiu do instrumental que o Pedro tinha feito em casa e gravado no computador. Ele mandou-mo e fiz a letra. Depois gravei-me a cantar, com o telefone, com a música lá ao fundo a tocar. Eles gostaram e, para ver se funcionava, fomos ensaiar em casa do Pedro. Acrescentámos a linha de voz e um solo, que parece uma coisa meio cacofónica, com uma guitarra que ele tem. É o esqueleto da música, despido de tudo, mas que funciona bem. Acho que, no Turbo Lento, não conseguimos fazer justiça a essa pré-produção. Gosto mais dela aqui do que da versão do disco porque há ali uma alma, aquela coisa do inesperado"

A BLITZ de julho, já nas bancas Amy Winehouse está na capa da BLITZ de julho, já nas bancas. Com a BLITZ nº 109 recebe um de três CDs grátis - Legendary Tigerman, Rádio Macau ou Linda Martini - e a nova edição da BLITZ Fest, a revista dedicada aos festivais, com Sam Smith na capa. Pode ganhar ainda um passe para o festival Sol da Caparica: há 100 distribuídos aleatoriamente nos exemplares da revista. Foto (destaque): Rita Carmo/Espanta Espíritos