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Beatbombers: leia aqui a entrevista com os bicampeões do mundo de turntablism

Dupla composta pelos portugueses DJ Ride e Stereossauro saiu da Polónia com o cetro mais desejado e agora prepara álbum

Os Beatbombers, de DJ Ride e Stereossauro, voltaram a ganhar o prémio mais concorrido do Campeonato do Mundo de DJs IDA, cuja final se realizou no início de dezembro em Cracóvia, na Polónia, tornando-se bicampeões de scratch e turntablism cinco anos depois da primeira vitória. Vencedora na categoria «show», a dupla impressionou um júri composto, entre outros, pelos britânicos Scratch Perverts, que já colaboraram com UNKLE ou DJ Shadow, e o japonês Kentaro. «Desta vez tem um gosto diferente», confessa Ride à BLITZ. «A primeira vitória pode ter parecido fácil, mas conseguir ganhar outra vez não aconteceu de um dia para o outro, foram cinco anos de preparação e tentativas frustradas». Ride participou no campeonato pela primeira vez, a título individual, em 2006 («fiquei em último, fui o piorzinho de todos») e a dupla estreou-se em 2010, tendo alcançado um respeitável segundo lugar.

«Já no início deste ano tínhamos concorrido noutro campeonato, o DMC, e perdemos para a equipa francesa. Agora, na Polónia, ganhámos à equipa francesa. Foi a desforra», conta DJ Ride antes de explicar que, desta vez, os dois apresentaram um set diferente, com elementos que há cinco anos não conseguiam ainda integrar na atuação.

«Há partes em que estamos os dois a fazer exatamente as mesmas coisas, a pôr as mãos por trás das costas, a trocar as voltas, etc... É uma coisa que já se fazia nos campeonatos dos anos 90», algo que, segundo o DJ, ajudou a conquistar jurados mais «old school». «Tecnicamente, estamos melhores. É um set mais musical, tem muitos instrumentos e, se calhar, não é tão eletrónico quanto os que apresentámos em anos anteriores».

Além da realização pessoal, «que não tem preço», os Beatbombers sabem que «comercialmente, [vencer este campeonato] é a coisa que nos dá mais retorno. Mais do que um álbum ou um single bem-sucedido. Sempre que ganhamos, conseguimos muito mais convites do que num ano em que não estejamos tão ativos». Falando em álbum, a dupla está neste momento a preparar um, que tenciona editar em meados de 2017: «ficou em pausa por causa dos treinos, mas já temos a maior parte dos beats feita e estamos à espera das vozes. Vão ser maioritariamente rappers portugueses, mas há alguns estrangeiros também».

Entrevista publicada na BLITZ de janeiro, já nas bancas