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Festival de Glastonbury acusado de explorar trabalhadores

O festival terá contratado mais de 700 trabalhadores do leste da Europa, a contratos precários

A organização do festival de Glastonbury está a ser acusada de ter explorado centenas de trabalhadores do leste da Europa, os quais contratou para proceder à limpeza do recinto.

Mais de 700 pessoas viajaram para o festival, oriundas de países como a República Checa ou a Letónia, com a promessa de pelo menos duas semanas de trabalho pago.

No entanto, segundo o jornal The Independent, 75% desses mesmos trabalhadores tiveram os seus contratos cancelados mais cedo do que esperavam, já que o lixo produzido durante esta edição do festival foi menor.

Muitos desses trabalhadores continuam no Reino Unido, à espera dos voos de regresso para os seus países e assumindo as suas próprias despesas.

Há mesmo quem acuse a organização de hipocrisia, já que Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista e voz acérrima contra o trabalho precário, discursou este ano no festival, perante milhares de pessoas.

A organização do festival de Glastonbury escusou-se, para já, a comentar o caso.