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10 canções dos Metallica que revolucionaram o heavy metal (para ouvir enquanto lê a BLITZ deste mês)

Numa altura em que os gigantes do metal parecem ter recuperado a boa forma, recordamos os momentos seminais anos 80: de 'Hit the Lights' a 'One'. Os Metallica estão na capa da BLITZ de dezembro, já nas bancas

Primeiro os argumentos, depois a playlist.

1. HIT THE LIGHTS (1983) Distorção, bateria e um riff rápido, tão rápido que baralhou todas as divisórias do rock. Na primeira música de Kill 'Em All, os Metallica mostraram ao que iam. Estava a chegar a hora do speed e do thrash, Metal pois claro.

2. WHIPLASH (1983) Em 1983, o primeiro single a sair de Kill 'Em All mostrava a que velocidade se conseguia tocar uma guitarra. Na letra vinha um apelo especial: "Bang your head against the stage like you never did before". Milhões cumpririam.

3. SEEK AND DESTROY (1983) Então conhecido como Clear Channel, o grupo proprietário de perto de 200 rádios norte-americanas fez em 2001 uma lista com as canções inapropriadas para passar no ano em que os Estados Unidos recuperavam dos ataques do 11 de Setembro. Toda a discografia dos Rage Against the Machine foi banida, Bob Dylan também não escapou ("Knockin' on Heaven's Door") e os Metallica entraram para os proscritos. Não é difícil perceber porquê. A letra é sobre a procura de alguém para começar uma luta.

4. FADE TO BLACK (1984) A promessa de uma balada que não o chega a ser, um dos melhores solos de Hammett, uma história negra contada com o peso que essas exigem e a subsequente polémica. Supostamente a recuperar do assalto que lhes havia custado todo o equipamento, Hetfield canta a história de um suicídio. Também é a primeira vez que se ouvem guitarras acústicas num disco dos Metallica. Heresia?

5. FOR WHOM THE BELL TOLLS (1984) Se boa parte dos fãs nunca teve a oportunidade para ver Cliff Burton ao vivo, a música para perceber o porquê do fascínio com a figura é esta. Na música com o título roubado a Ernest Hemingway, o arranque do baixista e autor da música tornou-se inconfundível para os fãs do rock pesado. Será que alguma vez se voltará a ouvir tanto baixo numa canção dos Metallica?

6. CREEPING DEATH (1984) "Muitas pessoas não o sabem, mas escrevi este riff com 16 anos, sozinho no quarto. É um riff com um tom maléfico, mas que tem um lugar especial no meu coração", contou Kirk Hammett em entrevista à Guitar World. Uma primeira versão da música ainda foi lançada numa maqueta da primeira banda de Hammett.

7. BATTERY (1986) Quando em 2003 se candidatou ao lugar de Jason Newsted, Robert Trujillo voluntariou-se a tocar "Battery". Sentado à bateria, Ulrich ainda perguntou: "consegues tocar tão depressa só com os dedos?". A resposta surgiu sem hesitação e Trujillo enfrentou com brio uma das músicas sagradas dos Metallica. Tocada por Burton, Newsted ou Trujillo, uma das maiores.

8. MASTER OF PUPPETS (1986) E se os Metallica nunca tivessem gravado o "disco preto", qual seria a música que os definiria para os, seguramente menos, milhões de fãs? A resposta é confirmada pela contagem do Spotify. "Enter Sandman" e "Nothing Else Matters" foram tocadas mais de trinta milhões de vezes, mas logo a seguir aparece "Master of Puppets", bem perto dos 19 milhões.

9. HARVESTER OF SORROW (1988) Para .And Justice for All, dificilmente os Metallica podiam ter escolhido um primeiro single mais negro. A história é a de um homem que deixou que o amor se transformasse em ódio a quem roubaram a juventude. O desfecho? Pouco carinhoso.

10. ONE (1988) Em 1988 os Metallica estavam mais perto do que imaginavam do estatuto de superestrelas. Com "One", o mais próximo que tinham estado de uma balada, estrearam-se nos vídeos na MTV e nos Grammys. Com imagens de E Deram-lhe Uma Espingarda, filme de 1971 de Dalton Trumbo, intercaladas com a banda em ação, o vídeo destapava toda a ambição do quarteto de São Francisco preparava-se para ser muito mais que um simples banda de metal.

Texto: Filipe Garcia

Originalmente publicado na BLITZ de maio de 2015