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Manel Cruz - estúdio Porto

Rita Carmo

Na toca de Manel Cruz

Este verão, Manel Cruz regressa aos concertos, para vários concertos em que vai apresentar canções novas e outras preciosidades. Fomos ao Porto ver um ensaio

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

Enquanto a cidade dormia, na ressaca da noite mais concorrida do NOS Primavera Sound, fui com a Rita Carmo até ao centro comercial STOP, no Porto, acompanhar um pequeno ensaio de Manel Cruz com a sua banda.

Numa sala atulhada de instrumentos, convencionais e improvisados, e com as paredes rabiscadas por tiradas poéticas, tivemos o privilégio de ver o quarteto avançar por «Estou Pronto», da colheita de Foge Foge Bandido, e duas canções novas.

No próximo verão, Manel Cruz vai levar este espetáculo a vários locais selecionados: a 23 de julho toca no festival Mimo, em Amarante, e em Agosto passa pelo Vodafone Paredes de Coura (dia 19) e pelo Sol da Caparica. Em novembro, estreia-se ao vivo no Brasil, a convite do Mimo, um festival que nasceu do outro lado do Atlântico: Rio de Janeiro e Olinda são as cidades que aguardam um dos mais acarinhados músicos portugueses da sua geração.

Manel Cruz e a sua banda, ensaiando para os concertos deste verão

Manel Cruz e a sua banda, ensaiando para os concertos deste verão

Rita Carmo

Aos 42 anos, Manel Cruz continua a conduzir o seu caminho por estradas de sonho e relativo pragmatismo - na entrevista que nos deu, e que poderão ler na BLITZ de julho, nas bancas a 30 de junho, explicou que «o prazer e a frescura» continuam a nortear o seu trabalho, mas que labora com cada vez maiores doses de disciplina e até benigna rotina.

No próximo verão, com o contributo inestimável de Nico Tricot (co-responsável, também, pelos novos arranjos das canções), António Serginho e Eduardo Silva, Manel Cruz vai levar esta «Extensão de Serviço» (nome que engendrou para suceder à Estação de Serviço, criada há dois anos) aos fãs que continuam a ansiar por vê-lo e ouvi-lo.

«É muito bom saber – ou imaginar! – que vou ter pessoas [nos concertos]. Mas nunca tomei isso por adquirido», garante. «Não por humildade, mas por consciência de que o trabalho é uma coisa dinâmica; hoje as pessoas gostam do que fazes, amanhã podem não gostar».

Pelo que vimos naquela manhã quente de junho - garantidas no menu estão uma boa porção de canções novas, com o lirismo e a imaginação habituais, várias músicas do disco-livro de Foge Foge Bandido e uma de Ornatos Violeta - vai valer muito a pena voltar a apanhar boleia de Manel Cruz e desta Extensão de Serviço, já a partir do próximo mês.

A reportagem completa pode ser lida na BLITZ de julho, nas bancas a 30 de junho