Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Opinião

Rita Carmo

Festivais do Minho ao Alentejo

Esta semana, olhamos para alguns festivais que, ano após ano, teimam em florescer, ou em persistir, longe dos grandes centros

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Com os festivais à porta, cresce a ansiedade de vermos os nossos artistas favoritos em grandes palcos (mais ou menos) perto de nós. Aqui na BLITZ, vamos dando conta das novidades dos principais certames urbanos – ou daqueles que já se estabeleceram como gigantes fora das cidades – mas, ano após ano há eventos que teimam em florescer ou persistir, longe dos grandes centros.

Dentro de poucos dias, o Tremor, festival que abraça toda uma ilha, regressa às salas e às ruas de Ponta Delgada, nos Açores, com Beak> (de Geoff Barrow, dos Portishead), Mão Morta ou Bonga entre os artistas mais aguardado da terceira “réplica” do abanão cultural de São Miguel.

No Minho, e já na sétima edição, o Semibreve continua a destacar nomes importantes ligados à eletrónica experimental, voltando a realizar-se em várias salas de Braga (como aquele que é possivelmente o mais belo auditório de Portugal, o Theatro Circo, e a muito dinâmica gnration) de 27 a 29 de outubro.

Também dedicado à eletrónica e ainda mais veterano, chegando este ano à 12º edição, o Neopop apresenta este ano trunfos poderosos, dos históricos Kraftwerk aos celebrados Moderat (que no ano passado deram um dos concertos mais aplaudidos do NOS Primavera Sound, regressando mais tarde para atuar em Lisboa). Em Viana do Castelo, junto ao Forte de Santiago da Barra, dança-se entre os dias 3 e 5 de agosto.

Entre os benjamins dos festivais, destacamos ainda duas relativas novidades: no Alentejo, o Guitarras ao Alto regressa este ano para, pela terceira vez, aliar a música de guitarristas destacados às mais-valias gastronómicas e paisagísticas da região – em junho, haverá concertos de Peixe e Frankie Chavez em Avis (dia 15), Estremoz (dia 16) e Beirã/Marvão (dia 17). Mas já a 30 de abril, Steve Gunn, autor de vários belos álbuns nos últimos anos, tocará em Évora, pela mão do mesmo festival.

Um dia antes, a 29, Steve Gunn estará no Musicbox, em Lisboa, e o “diálogo” entre várias salas de regiões distintas (Ryley Walker toca na ZDB e na bracarense gnration, Bonga chega ao Tremor depois de ter passado pela ZDB) reforça a ideia de Portugal como um território suficientemente pequeno para que alguns músicos internacionais por cá empreendam breves digressões, assim haja promotores e público para acolhê-los.

Por fim – e tenho consciência de que esta é apenas uma pequena amostra do muito que vai acontecendo por cá –, falo ainda do Douro Rock que, de 11 a 12 de agosto, levará até uma das mais deslumbrantes paisagens de Portugal, a Régua, concertos de Capitão Fausto, Linda Martini, GNR ou Marta Ren & The Groovelvets, entre outros.

Tudo bons pretextos para descobrir música que nunca se ouviu, regiões onde nunca se esteve ou, se possível, ambas as opções.

  • As canções como karma

    Opinião

    Nas entrevistas que vamos fazendo este ano, a situação política acaba por vir quase sempre à baila. Para Mark Eitzel, as canções são (bom) karma, para Father John Misty um disco pode oferecer “conforto e beleza” ao ouvinte

  • Tratar da saúde aos músicos

    Opinião

    Fazer face a tratamentos médicos dispendiosos é cada vez mais complicado nos Estados Unidos, onde vários músicos recorrem a campanhas de angariação de fundos